• TDAH: Estudo Inovador Contesta Primazia de Estimulantes e Expande Opções Terapêuticas

      Um estudo seminal, publicado no periódico Nature Mental Health, desafia um paradigma de décadas no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que postulava os medicamentos estimulantes como a primeira escolha invariavelmente. Assinado pelos renomados pesquisadores Steven Faraone e Jeffrey Newcorn, este artigo é considerado uma 'breaking news' para a comunidade de profissionais de saúde, remodelando a compreensão sobre as abordagens terapêuticas.

      Reavaliação da Eficácia e Tolerabilidade nos Tratamentos de TDAH

      A pesquisa, baseada em meta-análises e estudos randomizados anteriores, demonstrou que a eficácia dos estimulantes é apenas ligeiramente superior à dos não-estimulantes, e essa pequena vantagem não é generalizável para todos os casos. Este achado contradiz a crença anterior de que os estimulantes eram significativamente mais eficazes. Adicionalmente, a tolerabilidade dos medicamentos, ou seja, a frequência de eventos adversos que levam à interrupção do tratamento, foi similar entre ambas as classes.

      Os resultados indicam que a chance de um paciente responder a um estimulante ou a um não-estimulante é praticamente de 50%, uma revelação que contradiz o ensino tradicional nas escolas de medicina. Consequentemente, os autores concluem que os não-estimulantes também podem ser uma escolha inicial válida no tratamento do TDAH.

      Atomoxetina: Uma Alternativa Terapêutica com Vantagens Estratégicas

      No Brasil, a atomoxetina, disponível desde o final de 2023, representa a única opção na classe dos não-estimulantes, embora seu uso seja consolidado há mais de uma década nos Estados Unidos, Canadá e em diversos países europeus. A relevância deste medicamento cresce com o novo estudo, que aponta sua equivalência terapêutica aos estimulantes, que até então dominavam os algoritmos de tratamento.

      A principal vantagem da atomoxetina reside na ausência de potencial de abuso, desvio ou uso não médico, um grave problema de saúde pública mundial associado aos estimulantes. Estudos adicionais reforçam que o abuso de estimulantes eleva o risco de uso posterior de drogas ilícitas. Além disso, a atomoxetina pode ser a opção preferencial para pacientes com TDAH que apresentam comorbidades psiquiátricas como tiques motores, Síndrome de Tourette e Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou condições como alterações do sono e irritabilidade, frequentemente observadas em crianças e adolescentes.

      Fonte: https://saude.abril.com.br

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