Membros da família real britânica voltaram a ser alvo de protestos públicos durante uma cerimônia oficial realizada nesta quarta-feira, 1º de julho, em Edimburgo, na Escócia. O evento, que reuniu o rei Charles, a rainha Camilla, o príncipe William, o príncipe Edward e outros integrantes da monarquia, foi marcado por manifestações antimonarquistas do lado de fora da Catedral de St. Giles.
Os protestos ocorreram durante a cerimônia da Ordem do Cardo, uma das mais tradicionais da Escócia. Do lado externo da igreja, manifestantes exibiam cartazes com frases como “Não é o meu rei” e “O que você sabia?”, em referência às recentes controvérsias envolvendo o ex-príncipe Andrew e sua ligação com o financista Jeffrey Epstein.
O episódio reforça uma sequência de manifestações semelhantes que vêm ocorrendo em eventos da realeza nos últimos meses. Em junho, durante o desfile Trooping the Colour, e também em março, no Dia da Commonwealth, grupos antimonarquistas já haviam se posicionado contra a família real. Na ocasião mais recente, a princesa Anne chegou a ser vista comentando com o marido, o vice-almirante Sir Timothy Laurence: “Não os ouça, ignore-os”, segundo relato do Daily Mail.
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Os protestos desta semana aconteceram apenas um dia depois de Andrew, de 66 anos, ter reaparecido publicamente em um evento equestre em Sandringham, no dia 30 de junho. Ele participou discretamente do Sandringham Horse Driving Trials ao lado do príncipe Edward e da duquesa Sophie, mantendo-se afastado da área principal do evento, segundo testemunhas.
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“Andrew entrou e saiu sorrateiramente, e definitivamente não queria ser visto”, relatou uma pessoa presente ao evento, em declaração ao The Sun.
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Imagens do encontro também mostraram o ex-duque de York com uma marca de hematoma no lado direito do rosto, observação que já havia sido notada anteriormente. Fontes citadas pela imprensa britânica afirmaram que a lesão não seria motivo de preocupação e poderia estar relacionada ao uso de medicamentos, como anticoagulantes.
A situação de Andrew segue sendo um dos principais pontos de tensão dentro da monarquia. Em outubro de 2025, o rei Charles retirou oficialmente seus títulos reais após a reabertura de investigações e novas revelações envolvendo sua relação com Jeffrey Epstein. Antes disso, em 2022, ele já havia perdido títulos militares e patronatos após enfrentar acusações de agressão sexual, posteriormente resolvidas em acordo extrajudicial com Virginia Giuffre.
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Andrew sempre negou qualquer irregularidade relacionada ao caso Epstein, que morreu em 2019. No entanto, novos desdobramentos continuam a alimentar pressões públicas e institucionais sobre a família real.
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Após sua prisão em fevereiro, relacionada a suspeitas de má conduta em cargo público, o rei Charles divulgou um comunicado breve, no qual afirmou: “Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público… Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso.”
Ex-assessores e biógrafos da realeza também apontam que o episódio tem impacto direto na imagem da monarquia. A ex-secretária de imprensa da rainha Elizabeth, Ailsa Anderson, afirmou à PEOPLE que a postura do rei reflete uma tentativa de distanciamento institucional: “A reverência que as pessoas antes tinham pela família real está desaparecendo. Esse é o dano que Andrew causou.”
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Já o biógrafo Andrew Lownie destacou que o príncipe William estaria entre os defensores de uma postura mais rígida em relação ao caso dentro da família real, segundo declarou à mesma publicação.
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