O pai de Amy Winehouse, Mitch Winehouse, foi condenado pela Justiça britânica a pagar uma indenização milionária a duas amigas da cantora. O valor da decisão chega a aproximadamente R$ 14,85 milhões (US$ 2,7 milhões), após ele afirmar que Naomi Parry e Catriona Gourlay teriam vendido pertences da artista sem seu conhecimento.
Na quarta-feira (29.07) a juíza londrina Sarah Clarke rejeitou as acusações feitas por Mitch contra as duas mulheres. Segundo documentos judiciais obtidos pelo Page Six, ele alegava que o leilão realizado em 2021 pela Julien’s Auctions, de Los Angeles, teria sido “deliberadamente ocultado dele” pelas amigas de Amy.
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Durante a decisão, a magistrada afirmou que Mitch tinha conhecimento sobre a realização do leilão e declarou que ele era “propenso a reações agressivas a injustiças percebidas” e que “sabia de tudo” sobre a venda dos objetos.
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“Mitch optou por apresentar uma alegação inerentemente frágil, prosseguir com ela de forma agressiva e implacável até o fim e fazer acusações graves e infundadas contra os réus”, afirmou a juíza Clarke.
A responsável pelo caso também destacou que as acusações feitas pelo pai da cantora causaram impactos negativos na vida das duas amigas. Segundo ela, as declarações “prejudicaram significativamente suas reputações, perspectivas de carreira, segurança financeira e saúde”.
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Como parte da sentença, Mitch deverá pagar aproximadamente R$ 4,18 milhões (US$ 760.533,79) a Naomi Parry e cerca de R$ 2,90 milhões (US$ 527.016,93) a Catriona Gourlay, referentes a indenizações por danos e custos advocatícios provisórios. Os pagamentos deverão ser realizados nas próximas duas semanas.
Além disso, segundo a BBC, o pai da cantora acumulou aproximadamente R$ 7,04 milhões (US$ 1,28 milhão) em despesas legais durante o processo.
A juíza Clarke afirmou ainda que Mitch “deliberadamente transformou este caso em um litígio de grande escala e dispendioso, em circunstâncias calculadas para exercer pressão comercial sobre os réus a fim de que aceitassem seus termos”.
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“O fato de ele ter feito isso de forma consciente e deliberada a duas jovens que permaneceram fiéis a Amy, bem como a ele e sua família, e que demonstraram honestidade e integridade ao longo de muitos anos, torna sua conduta irracional particularmente grave”, acrescentou a magistrada.
O processo teve início em dezembro de 2023, quando Mitch acionou o Tribunal Superior de Londres contra Parry e Gourlay. Na ação, ele acusava as duas de terem colocado à venda, em leilões realizados em Londres nos anos de 2021 e 2023, objetos que pertenceram à cantora ao longo da vida.
Segundo a defesa apresentada pelo pai da artista, as amigas de Amy, conhecida mundialmente por sucessos como “Back to Black”, teriam listado os itens “em seus próprios nomes e em seu próprio benefício”, fazendo com que os bens da filha fossem “convertidos” para “uso próprio”.
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Na época, Mitch buscava receber uma indenização superior a R$ 5,11 milhões (US$ 930 mil) das duas amigas da cantora.
Naomi Parry tinha uma relação profissional próxima com Amy Winehouse e trabalhou como estilista da artista desde 2005. Já Catriona Gourlay era uma amiga íntima da cantora há anos e chegou a falar sobre a forte amizade entre elas no documentário da BBC Two “Reclaiming Amy”, segundo informações do The Sun.
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Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento, em Londres, em julho de 2011, aos 27 anos. Inicialmente associada a uma overdose de drogas, a causa da morte foi posteriormente confirmada como intoxicação acidental por álcool, após a cantora retornar ao consumo de bebidas depois de um período de abstinência.
Três anos após a morte da filha, Mitch revelou que ainda mantinha uma ligação espiritual com Amy e afirmou que conversava diariamente com ela. “Ela está lá, com certeza, eu a sinto, a percebo”, declarou ele ao The Sun na época.
Em 2018, o pai da cantora voltou a falar sobre essa conexão e disse acreditar que o espírito de Amy ainda o visitava. Segundo Mitch, a presença da filha “vem e se senta na beira da minha cama”.
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