O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kléber Cabral, foi intimado nesta quinta-feira (19) a depor na Polícia Federal após criticar a operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra servidores do órgão.
Marcado para as 15h desta sexta (20), por videoconferência, o depoimento será realizado no âmbito do inquérito que investiga a suspeita de vazamentos de dados sigilosos de ministros e de seus familiares, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado procura encontrar o responsável por vazar informações de sua esposa, Viviana Barci de Moraes, e seu contrato com o Banco Master.
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A informação foi revelada pelo SBT News. A Gazeta do Povo entrou em contato com a Unafisco, com o STF e com a PF, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Cabral concedeu uma série de entrevistas em defesa dos servidores da Receita. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento de funções públicas para servidores da Receita e do Serpro. A operação ocorreu na terça (17).
Um dia depois, o presidente da entidade disse à GloboNews que o atual cenário de pressão jurídica cria um ambiente de temor institucional, onde “é menos arriscado fiscalizar membros do PCC do que altas autoridades da República”.
Ele destacou que a imposição de restrições sem um processo administrativo prévio ou prova de crime grave é uma tentativa de “humilhar, constranger e amedrontar” a categoria.
Nesta quarta (19), Cabral reforçou as declarações em entrevista ao jornal O Globo, destacando que as ordens de Moraes foram “desproporcionais” e teriam caráter “intimidatório”.










