O comentarista esportivo Mano fez duras críticas à possível venda do volante André pelo Corinthians por 25 milhões de euros. Em análise contundente, ele afirmou que o jogador “vale ouro” e que uma negociação nesses termos representaria prejuízo técnico e financeiro para o clube.
Segundo Mano, o atleta, que ainda não completou dez partidas como titular da equipe principal, já desperta interesse do futebol europeu. Para o comentarista, o valor especulado está abaixo do potencial de mercado do jogador.
“Se vender por essa micharia, tem que sair algemado do Parque São Jorge. Você vai estar pegando uma peça de ouro, ou então um diamante, e vendendo por merreca”, declarou.
As críticas foram direcionadas principalmente ao presidente Osmar Stabile, a quem Mano chamou de “incompetente” e “omisso” na condução das negociações. Na avaliação dele, a diretoria precisa ter postura mais firme para valorizar atletas formados no clube e evitar decisões precipitadas.
Situação financeira em debate
Mesmo reconhecendo as dificuldades econômicas enfrentadas pelo Corinthians nos últimos anos, o comentarista argumentou que o cenário atual não justificaria a venda de um jovem promissor por valor considerado abaixo do ideal.
Ele citou a renovação recente do patrocínio master, que teria garantido reajuste de 50% no valor fixo do contrato, além da possibilidade de bônus por metas esportivas e comerciais. Mano também mencionou a redução da dívida do clube, que, segundo ele, caiu de cerca de R$ 2,8 bilhões após acordo firmado com a União.
“O Corinthians teve um recuo importante na dívida. Não é uma situação confortável, mas está sendo administrada”, afirmou.
Críticas à gestão e contratações
Mano também questionou decisões recentes da diretoria, como a contratação de Zacaria Labiade. De acordo com ele, o jogador não teria sido um pedido direto do técnico Dorival, o que indicaria desalinhamento interno no departamento de futebol.
“Ele falou: não conheço o jogador, me ofereceram e disseram que estão trazendo”, relatou o comentarista ao citar a suposta reação do treinador.
Para Mano, falta pulso firme na condução do clube. “Se precisar tomar um copo d’água, vai ligar para 40 pessoas para perguntar se toma gelado ou sem gelo”, criticou, ao defender que o presidente deveria assumir decisões estratégicas com mais autonomia.









