Uma nova onda de ataques israelenses no sul do Líbano matou nove pessoas, incluindo duas crianças, nesta quinta-feira (30), segundo autoridades libanesas e a mídia estatal.
Outras 23 pessoas ficaram feridas em múltiplos ataques na região, informou o Ministério da Saúde do Líbano.
A CNN entrou em contato com as IDF (Forças de Defesa de Israel) para obter um posicionamento.
Apesar do cessar-fogo declarado, o chefe militar de Israel, Eyal Zamir, disse às tropas, na quarta-feira (30), que elas continuariam operando na “linha de frente”, enquanto Israel troca ataques com o Hezbollah.
Mais de 2.500 pessoas foram mortas e mais de 7.900 ficaram feridas desde o início da guerra, informou o Ministério da Saúde do Líbano, e o número de vítimas continua a aumentar apesar do cessar-fogo em vigor.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.









