A proteína ganhou protagonismo na alimentação dos brasileiros. Um levantamento da Scanntech, em parceria com a McKinsey, mostra que diferentes categorias de alimentos ricos no nutriente registraram crescimento expressivo nas vendas do varejo ao longo de 2025.
Entre janeiro e outubro do ano passado, o consumo de whey protein cresceu 124%. A creatina teve alta de 89%, seguida pelos cereais proteicos (21%), iogurtes proteicos (16%), produtos pré e pós-treino (16%) e leites saborizados com proteína (14%). Os dados indicam que alimentos ricos em proteína passaram a fazer parte da rotina de um número maior de consumidores.
O movimento reflete uma mudança nos hábitos alimentares, com consumidores cada vez mais atentos à qualidade nutricional dos alimentos e mais abertos a diferentes fontes de proteína.
Apesar do interesse crescente pelo nutriente, especialistas alertam que ainda é comum associar o consumo de proteína apenas à carne. A recomendação, no entanto, é diversificar as fontes, combinando alimentos de origem animal e vegetal para manter uma alimentação equilibrada.
É o que explica a nutricionista Aline Maldonado, consultada pela SupraSoy, marca de alimentos em pó à base de proteína vegetal. Segundo a especialista, a proteína é fundamental para a formação e manutenção da massa muscular, além de participar de diversas funções do organismo. Quando inserida em uma alimentação equilibrada, também pode contribuir para estratégias de controle do peso. “Além de atuar na manutenção dos tecidos, da imunidade e de diversas funções metabólicas, a proteína promove maior saciedade, ajudando a controlar a fome ao longo do dia. Por isso, pode ser uma aliada para pessoas que estão em processo de perda de peso, desde que faça parte de um plano alimentar saudável”, afirma.
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Proteínas vegetais também ajudam a compor uma dieta equilibrada
Embora a proteína de origem animal seja a mais lembrada pelos consumidores, alimentos de origem vegetal também contribuem para atingir as necessidades diárias do nutriente. Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, soja, além de cereais integrais e sementes, fazem parte desse grupo.
Quando consumidos dentro de uma alimentação variada, esses alimentos ajudam a diversificar o aporte proteico e ainda fornecem fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos importantes para a saúde intestinal e metabólica. “As leguminosas ocupam um papel muito importante na alimentação do brasileiro. Quando combinadas com cereais, como arroz, aveia e outros grãos, contribuem para refeições completas e nutricionalmente muito interessantes”, explica Aline.
Necessidades mudam ao longo da vida
A quantidade de proteína necessária varia conforme a idade, a fase da vida e o nível de atividade física. Crianças, adultos, idosos, gestantes e pessoas fisicamente ativas possuem necessidades diferentes e devem receber orientação individualizada.
“A proteína pode ser obtida a partir de diferentes alimentos. O mais importante é construir uma alimentação variada, diversificando as fontes proteicas ao longo do dia, em vez de concentrá-las em um único alimento”, afirma.
Além da quantidade consumida, a distribuição do nutriente ao longo do dia também merece atenção. Inserir fontes de proteína nas principais refeições e também nos lanches pode favorecer uma alimentação mais equilibrada, especialmente para quem tem rotina intensa ou pouco tempo para preparar refeições completas.
“Pequenas estratégias podem fazer diferença, como enriquecer vitaminas, mingaus, panquecas, bolos e outras preparações com fontes de proteína vegetal, aumentando o valor nutricional das refeições sem grandes mudanças no dia a dia”, orienta.
Mercado acompanha a mudança de hábitos
O aumento da procura por alimentos proteicos também tem levado a indústria a ampliar a oferta de produtos enriquecidos com o nutriente em diferentes categorias. Além dos suplementos tradicionais, bebidas, cereais, iogurtes e produtos à base de proteína vegetal passaram a ocupar mais espaço nas prateleiras, oferecendo alternativas para quem deseja diversificar as fontes de proteína ou reduzir o consumo de alimentos de origem animal.
“Não existe um alimento isolado capaz de suprir todas as necessidades nutricionais. O que faz diferença é o padrão alimentar construído ao longo do tempo. Quanto maior a variedade de alimentos e fontes de proteína presentes na alimentação, maiores são as chances de alcançar uma dieta adequada para cada fase da vida”, conclui Aline Maldonado.









