Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro trocaram acusações sobre alianças com o crime organizado e a milícia durante o debate da Band neste domingo (9). No confronto entre Douglas Ruas (PL) e André Marinho (Novo), além das críticas de William Siri (PSOL) e Anthony Garotinho (Republicanos), temas como segurança pública e referências a organizações criminosas no estado estiveram no centro do bloco.
Ao falar sobre os problemas do Rio, o candidato do Novo afirmou que o estado não sofre com falta de recursos, mas com corrupção e “excesso de ladrão”.
“O problema do Rio de Janeiro não é falta de dinheiro, é excesso de ladrão e a gente precisa ter firmeza nesse sentido para a gente poder trazer o Rio de volta para você”, disse durante confronto com perguntas entre Douglas Ruas e André Marinho.
Na sequência, William Siri afirmou que “o PL está organizando o crime no RJ”. O candidato do PSOL também declarou que “a extrema direita organiza essas organizações criminosas no Rio de Janeiro”.
Anthony Garotinho também fez acusações durante o debate e destacou que há candidaturas que defendem organizações criminosas.
“São duas candidaturas colocadas que defendem uma das três organizações criminosas do Estado. O estado tem o tráfico, o estado tem a milícia e o estado tem a Alerj”, comentou.
“As organizações criminosas, infestadas de bandidos, um amigo da Lucinha, madrinha da milícia, outro amigo do Rodrigo Bacellar, o homem do Comando Vermelho”, completou.
Garotinho também afirmou que duas pessoas controlam a vida e a morte de moradores no estado. “Rio de Janeiro tem dois cidadãos que controlam a vida e a morte das pessoas. No Estado chama-se Doutor Luizinho e na Prefeitura chama-se Daniel Soares. Um apoia Eduardo Paes, outro apoia Douglas Ruas. Esse time é que inferniza sua vida.”
Saúde e segurança
Douglas Ruas também direcionou críticas ao ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD-RJ), que decidiu não participar do debate.
Ao falar sobre saúde, o candidato do PL (Partido Liberal) relacionou a ausência de Paes ao tema das cirurgias e dos atendimentos de média e alta complexidade.
“Talvez seja esse o motivo da ausência do Eduardo Paes aqui hoje. Como que ele vai explicar ao cidadão do Estado do Rio de Janeiro, a você que está nos assistindo, que ele vai resolver o problema das cirurgias, das médias e alta complexidade, se ele não consegue sequer entregar uma dipirona. O meu governo à saúde será a prioridade”, afirmou.
Na discussão sobre segurança pública, Ruas disse que o problema “é difícil, mas não impossível”. Segundo ele, é necessário mudar a política de segurança no estado e dar apoio aos policiais.
“Nós precisamos alterar a política de segurança pública, garantir aos nossos policiais que eles possam ter todo o apoio do Estado para cumprir a missão que é servir e proteger a nossa população de bem”, enfatizou.
André Marinho voltou a fazer referência às alianças políticas durante sua participação. “Então me diga com quem andas e te direi quem és. A gente precisa ter muita clareza moral do que está em jogo nesse momento e a gente precisa ter também muito respeito a quem está nos ouvindo para trazer realmente a nossa proposta para trazer finalmente realizações para as mulheres do estado do Rio de Janeiro”, delcarou.
*Com informações de João Scavacin, da CNN









