A inteligência artificial tem se mostrado uma aliada cada vez mais relevante no ambiente cirúrgico, capaz de reduzir ao mínimo a possibilidade de erros e aumentar a segurança dos pacientes. O tema foi debatido por Giovanni Guido Cerri e Cesar Namura com o Dr. Roberto Kalil no CNN Sinais Vitais.
Segundo Cerri, o Inova HC conta com laboratórios dedicados ao desenvolvimento de inovação e tecnologia na área da saúde, entre eles o Laboratório de Inteligência Artificial, o Laboratório de Saúde Digital e o Laboratório de Cirurgia Avançada.
“A inteligência artificial impacta muito na cirurgia. Pode evitar que o cirurgião faça um movimento errado ou que possa lesar um órgão ou uma artéria”, afirmou.
Formação médica sólida como base essencial
Questionado sobre as habilidades que os futuros médicos precisarão desenvolver para trabalhar ao lado da inteligência artificial, Namura ressaltou que a boa formação médica tradicional continua sendo fundamental.
“Mais do que a inteligência artificial, eu diria que é a inteligência natural“, declarou. Para ele, o médico precisará atuar como curador das informações geradas pelos algoritmos, exercendo senso crítico para avaliar a origem e a confiabilidade dos dados recebidos.
Namura destacou ainda a importância da chamada alfabetização digital, que vai além do simples uso das ferramentas tecnológicas. “Você precisa saber de onde vem isso, de que fonte ela vem. Você não pode aceitar qualquer coisa que vai vir e tomar decisão em cima disso”, alertou.
Nesse sentido, o médico permanece como o principal responsável pelas decisões clínicas, utilizando a IA como suporte, e não como substituto.
O uso correto dos algoritmos
Outro ponto abordado foi a necessidade de formular perguntas precisas aos sistemas de inteligência artificial — prática conhecida como prompt. Namura explicou que perguntas genéricas tendem a gerar respostas imprecisas, o que pode ser problemático tanto para leigos quanto para profissionais de saúde.
“A gente precisa fazer a pergunta certa para o algoritmo certo”, afirmou. Ele observou que os algoritmos ainda não estão completamente prontos e não substituem o médico, mas que é imprescindível saber utilizá-los de forma adequada.









