• Flávio promete indicar ministros do STF contra aborto e drogas

      O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (20) que, se eleito, pretende indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros que sejam contra o aborto e contra as drogas, além de, segundo ele, respeitarem a Constituição.

      A declaração foi feita durante um encontro com empresários em um shopping na Mooca, na Zona Leste de São Paulo, como parte da agenda de campanha que Flávio cumpre nesta quinta-feira na cidade.

      Ao falar sobre a importância de eleger também uma bancada aliada no Senado, Flávio voltou a fazer críticas ao STF e afirmou que a composição do Congresso será determinante para o relacionamento com a Corte em um eventual governo.

      “O próximo presidente da República vai indicar, claro, ministro do Supremo. Eu já me comprometi, Ricardo [Nunes, prefeito de São Paulo], a indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, sejam contra as drogas, mas que respeitem a Constituição, que não usem a sua caneta para perseguir adversários políticos, pessoas que sejam íntegras”, afirmou.

      Na avaliação de Flávio, indicações com esse perfil ajudariam a aumentar a segurança jurídica no país. O candidato também disse que pretende seguir uma linha semelhante à adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Palácio do Planalto.

      A fala ocorre em meio a uma série de críticas ao STF ao longo da campanha. Nesta quinta, antes de apresentar os critérios que pretende adotar para futuras indicações, o candidato afirmou que considera a situação atual da Corte “degradante” e voltou a acusar ministros de atuação política.

      Nos últimos dias, Flávio também criticou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou de atuar como “articulador político” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

      A escolha de ministros do Supremo já vinha aparecendo como tema da campanha do candidato. Em evento realizado no início de agosto, Flávio afirmou que poderia indicar mulheres para a Corte e disse que buscaria nomes que respeitassem a Constituição e o dinheiro público.

      O plano de governo registrado pelo candidato também propõe mudanças relacionadas ao STF, entre elas uma quarentena de um ano para ministros de Estado que venham a ser indicados para a Corte e restrições a decisões individuais de ministros.

      Durante o discurso em São Paulo, Flávio relacionou a disputa presidencial à necessidade de ampliar a representação de seu campo político no Congresso. Ele afirmou que uma das dificuldades enfrentadas pelo governo de Jair Bolsonaro foi não contar, em sua avaliação, com um Senado suficientemente alinhado.

      O candidato participa ao longo desta quinta-feira de uma série de compromissos em São Paulo ao lado de aliados, incluindo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

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