O candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, criticou nesta quarta-feira (19) a política de segurança pública da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que a letalidade policial aumentou 80% durante o atual governo.
Em sabatina realizada nesta manhã, o petista defendeu a retomada das câmeras corporais em funcionamento ininterrupto e prometeu ampliar o uso de tecnologia e Inteligência Artificial no combate ao crime.
Haddad também criticou o programa Muralha Paulista, que recebeu cerca de R$ 600 milhões em investimentos, segundo o candidato. Para ele, o programa não apresentou resultados. “Não resultou em nada. Nada”, afirmou.
O petista disse ainda que São Paulo tem baixa capacidade de investigação criminal. Segundo Haddad, apenas 5% dos crimes são investigados no estado e a autoria é esclarecida em 31% dos homicídios.
Como parte de seu plano para a segurança pública, Haddad voltou a defender a criação de uma agência estadual de combate às facções criminosas.
A proposta prevê a integração de órgãos como Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público para compartilhar informações de inteligência.
“O Estado organizado derrota o crime organizado”, declarou Haddad ao defender a integração entre as forças de segurança.
Sabesp
No fim da sabatina, Haddad não descartou a possibilidade de reestatizar a Sabesp, privatizada durante a gestão Tarcísio. O candidato, porém, afirmou que não pretende antecipar uma decisão e que primeiro fará uma análise detalhada do contrato.
Haddad reconheceu que uma eventual reestatização envolveria uma operação juridicamente complexa. Ao mesmo tempo, disse que há espaço para negociar mudanças com a concessionária em defesa dos interesses da população.
O petista criticou a qualidade dos serviços prestados pela empresa e afirmou que a Sabesp é “recordista de queixas no Procon”. Também citou problemas de abastecimento e aumento das contas de água e disse que a promessa de redução da tarifa não foi cumprida.
A estratégia, segundo Haddad, será fazer um “pente-fino” no contrato e avaliar alternativas para melhorar o serviço antes de definir se haverá ou não uma tentativa de retomada do controle estatal da companhia.









