• IA generativa ainda não gera retorno para maioria das empresas, diz estudo

      Apenas 40,7% das empresas brasileiras conseguem transformar investimentos em inteligência artificial generativa (GenAI) em resultados financeiros comprovados, segundo estudo do TEC.Institute em parceria com a Peers Consulting + Technology e publicado pela MIT Technology Review Brasil.

      A pesquisa identifica um “vale da escala” na adoção da tecnologia. Entre empresas com menos de seis meses de uso, 35,1% relatam resultados acima do esperado. O percentual cai para 13,3% entre aquelas com 12 a 24 meses de maturidade, antes de voltar a 39% nas organizações com mais de dois anos de adoção.

      Segundo Bruno Horta, diretor-executivo da Peers, a queda ocorre durante a fase em que as empresas deixam a experimentação e precisam reorganizar processos, sistemas e governança para ganhar escala.

      “O que a gente vê no início é uma grande experimentação, existe ali uma certa explosão de iniciativas. Com ganho de maturidade, precisam ir se organizando, arrumando a casa, até ganhar escala. Nessa arrumação da casa ocorre a desaceleração antes da retomada”, afirma.

      Para Horta, empresas que adotaram uma estratégia desde o início tiveram maior sucesso. “Governança é ter o controle do que está acontecendo: escolher modelo, decidir se vai centralizar ou não, o que pode ou não pode, reconhecer riscos e discutir aspectos de políticas”, diz.

      Entre os bancos pesquisados, 72,7% afirmam ter superado o business case inicial de suas iniciativas de GenAI. A governança de dados, porém, continua como principal desafio.

      Horta atribui parte do desempenho à capacidade histórica do setor de lidar com crises e investir em inovação e capacitação. Segundo ele, a própria IA também começa a ajudar a suprir lacunas de conhecimento e a capacitar profissionais para novas funções.

      Entre os principais usos da tecnologia estão a automação de processos, a geração de eficiência, a melhoria da experiência do cliente e a análise de grandes volumes de informações.

      Para Horta, o potencial da IA é ainda maior: “É uma grande transformação que vem acontecendo, com potencial enorme. O ser humano criou algo muito poderoso.”

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