Autoridades de Omã alertaram para a presença de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval no Estreito de Ormuz.
O aviso foi divulgado pelo Centro de Segurança Marítima do país, que orientou marinheiros, pescadores e embarcações a adotarem máxima cautela ao navegar pela região.
Segundo comunicado publicado pelo órgão na rede social X, o objeto foi avistado a oeste da Zona de Tráfego Costeiro do Estreito de Ormuz, dentro das águas territoriais omanitas.
“Devido ao avistamento de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval a oeste da Zona de Tráfego Costeiro no Estreito de Ormuz”, o Centro de Segurança Marítima informou que todos os usuários da área marítima devem redobrar a atenção durante a navegação.
O órgão também recomendou que embarcações mantenham distância segura de qualquer objeto considerado suspeito e comuniquem imediatamente as autoridades competentes caso identifiquem situações semelhantes.
O alerta foi emitido poucos dias após as Forças Armadas dos Estados Unidos informarem que realizaram ataques contra embarcações lançadoras de minas nas proximidades do sul do Irã. A ação ocorreu na segunda-feira (25).
Na sexta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluiu a questão das minas no Estreito de Ormuz entre as exigências apresentadas ao Irã como parte de um possível entendimento para encerrar o conflito na região.
Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o Irã “deve concordar que nunca terá uma arma nuclear ou bomba”, que o “Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto” sem pedágios ou restrições à navegação e que as minas colocadas na hidrovia devem ser “eliminadas”.
Além disso, o presidente americano sugeriu que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos poderia ser suspenso no âmbito de um memorando de entendimento que está sendo negociado por meio de mediadores.
As declarações foram criticadas por Mohsen Rezaie, assessor do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
“Como previsto, o presidente dos Estados Unidos está traindo a diplomacia pela terceira vez”, afirmou.
O assessor também acusou Washington de agir de forma incompatível com o processo de negociação.
“Ao manter o bloqueio naval e fazer exigências excessivas nas negociações, ele provou mais uma vez que não está inclinado à negociação e que está buscando outros objetivos”, escreveu Rezaie na rede social X.
Apesar das críticas, integrantes da equipe iraniana de negociação afirmaram que o diálogo entre os dois países continua em andamento. Segundo Saeed Ajorloo, ainda existem divergências, mas as conversas prosseguem.
“As negociações com os EUA estão em andamento e ainda existem pequenas divergências”, enfatizou.
Ajorloo acrescentou que, caso o texto final seja aprovado, será iniciado um período de 60 dias de discussões sobre os detalhes do acordo.
“Se o texto final for aprovado, iniciaremos um diálogo de 60 dias sobre os detalhes”, compartilhou em entrevista à televisão republicada pelo principal negociador iraniano, Mohammad Bagheri Ghalibaf.
Em meio às tensões envolvendo a navegação no Estreito de Ormuz, a PGSA (Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico) declarou que continuará suas atividades normalmente após ser incluída na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Na quarta-feira (27), o governo americano afirmou que a criação da autoridade representou uma nova tentativa da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã de “monetizar sua campanha de terrorismo patrocinado pelo Estado, extorquindo embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz”.
Em resposta, a PGSA condenou a medida e declarou: “Vocês não conseguiram controlar o Estreito de Ormuz por meio de guerra e diplomacia, e também não conseguirão por meio de sanções”.
A autoridade chegou a publicar nas redes sociais que ser alvo de sanções por parte dos Estados Unidos é “um sinal de seu próprio desempenho positivo” e informou que divulgará em breve estatísticas sobre seu primeiro mês de operações.
Com informações da CNN Internacional









