• Contra reforma da Previdência, servidores do INSS ocupam ministério | Distrito Federal

      Servidores do INSS ocuparam na manhã desta segunda-feira (8) a sede do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário, em Brasília. Contrário à reforma da Previdência, o grupo alega também haver “desmonte progressivo dos serviços previdenciários de reabilitação profissional e serviço social”.

      Procurado, o ministério informou que ainda apurava o impacto da ocupação desta manhã. A pasta também afirmou que iria tentar entender melhor a reinvindicação dos manitestantes.

      “Ninguém entra no ministério e ninguém sai. O Secretário Executivo, Alberto Beltrame, já disse que pode recebê-los, mas eles querem conversar apenas com o ministro Osmar Terra, que cumpre agenda em Campo Grande”, declarou o ministério.

      “Estamos aqui porque todas as chefias do serviço social foram exoneradas. É o fim do serviço social no INSS”, afirmou um técnico do INSS que não quis se identificar.

      A Polícia Militar informou que o protesto reuniu cerca de 100 pessoas – sendo 40 dentro do prédio. A corporação disse que não houve depredação no edifício. Até a última atualização desta reportagem, o grupo ainda continuava no ministério.

      Porta trancada por manifestante em ocupação em sede de ministério — Foto: Reprodução

      Pouco depois das 18h30 os manifestantes deixaram o local pacificamente. Segundo representantes da Federação Nacional de Sindicato de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS), o Secretário Executivo, Alberto Beltrame, recebeu lideranças do movimento para uma audiência que aconteceu nesta tarde. Uma nova reunião ficou agendada para o próximo dia 10.

      Entre outros pontos, a proposta de reforma propõe idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres para se aposentar pelo INSS, além de 25 anos de tempo de contribuição. Para ser aprovado na comissão, é preciso que receba pelo menos 19 dos 37 votos.

      Depois, o texto fica pronto para seguir para o plenário da Câmara, onde, por se tratar de uma mudança na Constituição, precisará de pelo menos 308 votos para ser aprovado e enviado ao Senado.

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