• Na França, paraibano relata tensão com protestos contra aumento do custo de vida: ‘Reivindicando por tudo’

      Na França, paraibano relata tensão com protestos contra aumento do custo de vida: ‘Reivindicando por tudo’

      Paraibano mostra protestos na França contra aumento do custo de vida
      Uma série de manifestações envolvendo estudantes, trabalhadores e servidores públicos tem acontecido em diversas cidades da França nas últimas semanas. No último sábado (7), o paraibano Walfran Campos, que está no país, relatou como os protestos têm acontecido. Veja o vídeo acima.
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      Os atos são motivados por reivindicações por melhorias nos serviços de educação e saúde, valorização salarial e medidas para reduzir o custo de vida. Entenda mais abaixo.
      O paraibano, que está de passagem na cidade de Angers, no Oeste da França, registrou em vídeos a movimentação nas ruas e compartilhou com o g1 relatos sobre o clima de tensão, marcado por forte presença policial.
      Walfran explicou que passou por áreas onde ocorriam as manifestações, embora não tenha participado diretamente dos protestos. Durante o trajeto, ele presenciou estabelecimentos comerciais danificados, estruturas de pontos de ônibus destruídas e confrontos entre policiais e manifestantes.
      “Ah, foram muitos protestos, muito quebra-quebra, lojas quebradas, parada de ônibus. […] As polícias atirando, tudo. Foi feio”, relatou.
      Na França, paraibano relata tensão com protestos por aumento do custo de vida
      Arquivo Pessoal/Walfran Campos
      Além de Angers, ele mencionou situações observadas em Paris e nas imediações de Amiens. De acordo com seu relato, na semana anterior, estava a aproximadamente 30 quilômetros de Amiens quando um patrimônio histórico foi incendiado durante uma manifestação. Por precaução, preferiu não se aproximar do local.
      “Tem protesto quase todos os dias, em toda a França. Como eu viajo muito por toda a França, circulo por quase toda a região aqui, do Norte, na Normandia e do centro da França, estou acompanhando de perto”, afirmou.
      Sobre as reinvindicações, Walfran destaca que os protestos acontecem por conta de uma situação de inconformidade da população com o estado de diversas áreas no país.
      “Estão reivindicando por educação, saúde e melhores salários. Aluguel e compra de casa estão muito caros. Estão reivindicando por tudo”, disse.
      Os protestos
      Cartazes contra o governo em protesto em Nantes, na França
      REUTERS/Stephane Mahe
      Os protestos na França começaram em meados de setembro, organizados por estudantes do ensino médio, e se espalharam por outros grupos e países, como a Espanha, a Itália, a Bélgica e Albânia.
      As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro, abalam os últimos meses da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio.
      Em alguns dias, as manifestações reuniram quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades, mas para esta quinta-feira são esperadas entre 500 e 700 mil pessoas fora de Paris, e entre 40 e 80 na capital.
      Os sindicatos pedem uma revalorização do salário mínimo interprofissional, um aumento do conjunto dos salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.
      Entre o aumento dos preços dos combustíveis e o forte ajuste fiscal que o governo deseja nos orçamentos de 2027, o poder de compra está no centro do crescente mal-estar social.
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      Fonte: G1

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