É preciso afirmar com clareza algo que muitas leituras tentam suavizar: existem, sim, mães profundamente narcísicas, e isso não é um exagero das redes sociais nem uma invenção clínica recente. Desde Freud, o narcisismo é compreendido como um modo de investimento libidinal que pode se tornar fechado, autorreferente e incapaz de tolerar frustrações. Quando esse investimento materno não admite limites, o filho corre o risco de ser capturado como extensão do eu materno, convocado a sustentar ideais, reparar faltas e garantir uma imagem que não lhe pertence.










