• Centro de desenvolvimento da CBF recebe jogos dos JUBsFut

      As partidas dos Jogos Universitários Brasileiros de Futebol (JUBsFut) também estão sendo disputados em Barra dos Coqueiros, cidade próxima a Aracaju, no primeiro Centro de Desenvolvimento do Futebol do Nordeste. Essa estrutura, idealizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e inaugurada em agosto do ano passado para impulsionar as categorias de base e o futebol feminino, vem servindo de palco para as partidas de futebol masculino.

      Nas semifinais da competição, Gustavo Lazaroto, estudante de Agronomia da Universidade Federal de Jataí (Goiás), afirmou que o esporte universitário pode ser um caminho para o futebol profissional.

      “Essa participação proporciona visibilidade, atraindo a atenção de olheiros e clubes, e recolocando muita gente de volta no radar profissional”, afirma o jovem de 22 anos.

      Lazaroto também ressalta a importância da disciplina e da responsabilidade inerentes ao futebol: “Joguei aqui contra times do Amapá e do Rio Grande do Sul. Os JUBs trazem essa diversidade e a possibilidade de compartilharmos culturas diferentes da nossa. É possível cultivar no esporte o valor da amizade e da troca de experiências. Esses contatos enriquecem tanto a vida pessoal quanto a profissional, construindo uma rede de contatos valiosa, o famoso networking”.

      Letícia Bastos, dirigente da delegação da Universidade Federal de Jataí, enfatizou que o futebol universitário amplia as possibilidades: “Durante estes quatro dias deu para perceber vários talentos por aqui. Sem dúvida, pode ser uma porta de entrada para o mundo profissional, mas o esporte não se esgota apenas nessa frente, pois pode acompanhar o jovem em outras carreiras”.

      Professora de Educação Física, Letícia relata o crescente debate sobre a adoção de políticas nas universidades públicas que visam incluir cotas para atletas de alto rendimento, em um modelo denominado “dupla carreira”.

      “Essa iniciativa, semelhante a outras políticas de cotas, permite que os alunos-atletas participem de competições de alto nível e, simultaneamente, sigam seus cursos de graduação. A Universidade Estadual de Maringá [UEM] e a Universidade de Brasília [UnB] têm sido pioneiras e lideram essas discussões. Eu, lá no interior goiano, estou acompanhando esses fóruns e espero que possamos ampliar esta política para outras universidades pelo Brasil”, concluiu.

      *O jornalista viajou a convite da CBDU.

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