Começa mais uma semana e, sim, tem muito o que fazer nos próximos dias. A abertura fica com Rembrandt, o gravurista e pintor holandês do século 17 que fez do jogo entre luz e sombra a sua marca: na quarta (29.07), a CAIXA Cultural São Paulo inaugura uma mostra com 69 de suas gravuras originais. Nos cinemas, estreia no dia seguinte o documentário que o filho de Ignácio de Loyola Brandão fez sobre o imortal da Academia Brasileira de Letras e diretor da Vogue Brasil entre 1990 e 2004. Já no fim de semana, vale ver Bete Coelho e Camila Pitanga se revezando numa mesma personagem em Lia Lia, e, no Rio, pegar a última chance do Festival de Inverno, que fecha na Marina da Glória. Em Salvador, uma mostra transforma o que a gente joga fora em design. Tem mais coisa abaixo, é só escolher o que vale colocar na agenda para ver, ouvir e provar.
Rembrandt – O Mestre da Luz e da Sombra (São Paulo)
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São 69 gravuras, todas originais, feitas por Rembrandt entre 1629 e 1665, que a CAIXA Cultural São Paulo divide em dois eixos, o humano e o divino. De um lado, cenas de rua, paisagens e retratos; do outro, episódios bíblicos como A Descida da Cruz e o Retorno do Filho Pródigo. A curadoria é do italiano Luca Baroni, e a mostra chega à capital depois de passar por Rio, Belo Horizonte e Vitória. Uma sala imersiva projeta uma representação holográfica do artista em tamanho natural.
Serviço: CAIXA Cultural São Paulo, Praça da Sé, 111, Centro. De 29 de julho a 27 de setembro, de terça a domingo, das 9h às 18h. Entrada gratuita.
Vik Muniz – A Olho Nu (Rio de Janeiro)
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Passaram mais de 210 mil pessoas pela retrospectiva de Vik Muniz desde maio, e o CCBB Rio decidiu esticá-la até 12 de outubro. São 225 trabalhos de 41 séries, de 1988 a 2026, das fotografias que tornaram o artista conhecido a esculturas quase nunca vistas. Cinco peças foram criadas para a ocasião, entre elas a Fênix suspensa na rotunda, um pterossauro refeito em polímero e nas cinzas recolhidas dos escombros do Museu Nacional depois do incêndio de 2018. Perto da bilheteria está a Ferrari Berlinetta em tamanho real, versão de um carrinho de brinquedo da infância do artista, pela primeira vez no Brasil.
Serviço: CCBB Rio de Janeiro, Rua Primeiro de Março, 66, Centro. De quarta a segunda, das 9h às 20h, até 12 de outubro. Entrada gratuita, na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura.
Pure Gold – Upcycled! Upgraded! (Salvador)
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A mostra internacional Pure Gold reúne objetos de design nascidos do descarte, do lixo à peça de casa. Itinerante, organizada pelo instituto alemão IFA com o Goethe-Institut, ocupa o MAM Bahia, no Solar do Unhão, à beira da Baía de Todos os Santos, até 30 de agosto.
Serviço: MAM Bahia, Av. Lafayete Coutinho, s/n, Comércio. De terça a domingo, das 10h às 18h, até 30 de agosto. Entrada gratuita.
Simplesmente eu, Clarice Lispector (São Paulo)
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Beth Goulart escreve, dirige e interpreta esse monólogo sobre Clarice Lispector há dezesseis anos, e ele entra agora no quarto mês em cartaz no Teatro Moise Safra. Em cena, a atriz alterna a própria Clarice e quatro personagens da escritora, Joana, Ana, Lóri e uma mulher sem nome, costuradas a partir de cartas, entrevistas e trechos de Perto do Coração Selvagem e do conto Amor. No foyer, a exposição Entre Ela e Eu, com curadoria de Goulart e Ronald Teixeira, reúne fotos e retratos da autora. Ao fim de cada sessão, sorteia-se um livro de Clarice.
Serviço: Teatro Moise Safra, Rua Prof. Walter Lerner, 315, Barra Funda. Sexta às 20h, sábado e domingo às 19h, até 30 de agosto. R$ 120 (inteira), R$ 60 (meia) e R$ 50 (social). 60 minutos, 12 anos.
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Bete Coelho e Camila Pitanga nunca tinham dividido um palco, e o fazem dividindo também a mesma personagem. Em Lia Lia, montagem da Teatrofilme adaptada do romance de Caetano Galindo, as duas revezam Lia em fases diferentes da vida, numa narrativa que se arma como um álbum de retratos fora de ordem. A direção é de Bete Coelho e Gabriel Fernandes, a direção de arte de Daniela Thomas, e o elenco tem ainda Roberto Audio, Laís Lacôrte e Lindsay Castro Lima, mais um coro de alunas do Núcleo de Artes Cênicas do SESI. A temporada na capital, depois de rodar o interior paulista, vai até 9 de agosto.
Serviço: Centro Cultural FIESP, Avenida Paulista, 1313. De quarta a sábado às 20h, domingo às 18h, até 9 de agosto. Entrada gratuita, com reserva pelo Meu Sesi. 80 minutos, 14 anos. As sessões de sexta têm tradução em Libras.
Não Sei Viver Sem Palavras
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Na pandemia, o fotógrafo André Brandão voltou a morar com o pai e começou a filmar a rotina dos dois. Virou este documentário sobre Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero e Não Verás País Nenhum, imortal da Academia Brasileira de Letras e diretor da Vogue Brasil entre 1990 e 2004. O filme mistura depoimentos, material de arquivo e as cartas que pai e filho trocaram ao longo dos anos, lidas nas próprias vozes. Passou pelo Festival do Rio e pela Mostra de São Paulo antes de chegar às salas.
Estreia em 30 de julho, nos cinemas. Distribuição Bretz Filmes.
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O Festival de Cultura e Direitos Humanos, do Instituto Vladimir Herzog, espalha seis dias de programação gratuita pela cidade, de 29 de julho a 3 de agosto, sob o tema “Futuros em Disputa: Quem Tem Direito ao Amanhã?”. A abertura, no dia 29, no Reserva Cultural, tem o documentário Anistia 79, de Anita Leandro, sobre a conferência pela anistia realizada em Roma em 1979. No dia 2, o Baile Futurista leva Tom Zé ao Palco Petrobras, no largo da Misericórdia, depois de DJ set do Calefação Tropicaos. O encerramento, no dia 3, entrega a Emicida o Prêmio Marimbás.
Serviço: vários espaços de São Paulo, de 29 de julho a 3 de agosto. Entrada gratuita. Programação completa no Instagram @dh.fest.
Festival de Inverno Rio (Rio de Janeiro)
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Na reta final da nona edição, o Festival de Inverno Rio guarda para o último fim de semana uma virada de tom, do pop ao samba. Na sexta (31), sobem ao palco Ludmilla, Luísa Sonza e Marina Sena; no sábado (1º), Gilsons, ANAVITÓRIA e BK‘; e o domingo (2) fecha nos encontros, com Seu Jorge e Marcelo D2, Criolo e Rael, e Belo e Gabi Melim. Tudo na Marina da Glória.
Serviço: Marina da Glória, Av. Infante Dom Henrique, s/n, Glória. Portões às 19h na sexta, 17h no sábado e 15h no domingo. Ingressos a partir de R$ 160, na Bilheteria Digital.
Nino Cucina e Da Marino renovam os cardápios (São Paulo e Rio de Janeiro)
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Vizinhos de porta no Itaim, em São Paulo, e em Ipanema, no Rio, o Nino Cucina e o Da Marino trocaram de cardápio na mesma leva. No Nino, o chef romano Marco Renzetti, uma estrela Michelin, ampliou a seção Dallo Chef com pratos como o tagliolini de tinta de lula com lagosta e creme de burrata (R$ 145) e a costela braseada em vinho tinto com pappardelle na manteiga e sálvia (R$ 190). No Da Marino, mais voltado ao sul da Itália, o chef Massimo Barletti puxou novos pratos di terra, entre eles o ravióli recheado de carbonara com fonduta de pecorino e guanciale (R$ 92) e o stinco di vitella com purê trufado (R$ 126).
Serviço: São Paulo, Rua Jerônimo da Veiga, 30, Itaim Bibi. Rio de Janeiro, Rua Barão da Torre, 490 (Nino) e 482 (Da Marino), Ipanema. Reservas: (11) 3368-6863.
Joya Boulangerie recebe o Broca (São Paulo)
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Por uma noite só, a chef Isabela Honda abre a cozinha da Joya para o pessoal do Broca, de Cadu Evangelisti, no primeiro jantar da série “Vizinhos Invadem o Joya”. O menu à la carte cruza Ásia, América Latina e França em torno de pimentas, fermentados e caldos. Sai um roll de yukhoe com shio kombu, kimchi e nori para comer numa bocada, um beignet de batata com tartare de atum picante que joga a panificação da casa no centro do prato, o tsukune do Broca com pipián rojo e o steak da Joya com chilli crisp. A sobremesa, uma mousse de chocolate com azeite, flor de sal e sorvete de tahine preto, as duas cozinhas assinam juntas.
Serviço: Joya Boulangerie, Rua Fradique Coutinho, 1406, Vila Madalena. Dia 29 de julho, a partir das 19h. Reservas: (11) 91038-9816.
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