Das salas de aula às passarelas, a Morada nasceu de uma pesquisa iniciada em 2020 pela designer brasiliense radicada em João Pessoa, Lucyana Azevedo, com o bordado labirinto, identificando a sua história, potencial e possibilidades de expansão. Foi a partir dos estudos que Lucyana decidiu colocar essa pesquisa em prática. Em sua estreia no Dragão Fashion Brasil, a marca, que também visa a utilização de tingimentos naturais feitos com corantes vegetais da caatinga, como angico, aroeira, jucá e romã, em suas confecções, estende o seu vocabulário através do projeto Mãos da Moda e da colaboração com a Associação Quilombola de Pedra D’Água, que fica no Ingá, a 100 km da capital paraibana. A associação mantêm viva o bordado labirinto, tradição que demarca culturalmente o território, unindo mães, filhas e avós. A coleção “Gira” traz a técnica do labirinto em versão menos delicada, apresentando conjuntos, vestidos, biquínis, tops e macacões um pouco mais urbanos, com fios mais grossos e acabamentos aparentes. Bem como criações em jeans, linho e a integração inédita do crochê ao labirinto. Quatro looks prestam homenagem a pombas-giras do candomblé e da umbanda: Maria Navalha, Rosa Caveira, Maria Padilha e Oxum. Figuras que representam, acima de tudo, resistência, autonomia e força feminina – uma das grandes missões não só da etiqueta, mas também da própria Lucyana.









