O fio que costura o filme é uma eleição. Não a do país, embora ela também esteja ali. Enquanto o Brasil decide o segundo turno de 2022 entre Lula e Bolsonaro, o Copan vive sua própria disputa interna pela administração do condomínio, com um síndico no cargo há mais de três décadas tentando se manter no poder. As duas votações correm em paralelo, e a estrutura não é acaso. “Para administrar um edifício do tamanho de uma cidade, é preciso uma estrutura política complexa”, diz Wallauer. Os cinco mil moradores e mais de cem funcionários, segundo ela, revelam “contrastes e desigualdades estruturais do Brasil”. O prédio de Oscar Niemeyer, inaugurado em 1966 e às voltas com seus 60 anos em 2026, vira assim uma versão reduzida do país, das assembleias aos corredores.









