Até os 29 anos, Júlia sofreu muito com esses preconceitos. Ela queria dançar, mas tinha vergonha, não encontrava roupas adequadas, não se arriscava. “Eu nunca estava pronta. Acabei me tornando uma pessoa muito tímida, de não falar, não me arriscar, não me expor. Eu fui me diminuindo de várias maneiras ao longo da infância e juventude.” Por não conseguir diminuir o corpo, diminuiu a si mesma. Por não conseguir diminuir seu peso, Júlia acabou diminuindo sua voz, seu lugar, sua dança. Mas quando seu único irmão morreu após uma parada cardíaca, aos 32 anos, ela decidiu viver.









