Michael Douglas compartilhou lembranças especiais de um encontro com a princesa Diana, que morreu em 1997. Em seu novo livro de memórias, One Helluva Ride, o ator, de 82 anos, recorda a ocasião em que assistiu a uma sessão de cinema ao lado da integrante da família real britânica e revela o motivo que o levou a pedir desculpas durante a exibição.
Na obra, o astro de Hollywood revisita diferentes momentos de sua trajetória pessoal e profissional. Entre os assuntos abordados estão relacionamentos extraconjugais, sua luta contra as drogas e a maneira como o diagnóstico de câncer, recebido em 2010, transformou sua visão sobre a vida.
Um dos episódios destacados pelo artista aconteceu durante a estreia em Londres de Wall Street, produção de 1987 que marcou sua carreira e lhe rendeu um Oscar de atuação.
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Apesar de ter reencontrado Diana na estreia do longa, Douglas contou que conheceu a princesa alguns anos antes, em um estúdio de pós-produção na capital britânica. Na época, ele trabalhava na adaptação cinematográfica de A Chorus Line, quando foi apresentado a ela pelo diretor Richard Attenborough.
“Ela tinha vindo visitar meu diretor, Sir Richard Attenborough, e ele nos apresentou”, contou o ator, duas vezes vencedor do Oscar. “Achei-a ainda mais bonita pessoalmente do que nas fotos, e ela também era inteligente e engraçada. Lembro-me de que nossa conversa foi fácil e nos demos muito bem.”
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O reencontro aconteceu dois anos depois, durante a estreia de Wall Street. Na ocasião, os dois participaram do tradicional cumprimento aos integrantes da família real e aos convidados presentes no evento.
“Nos reencontramos na fila de cumprimentos de praxe, onde dignitários e convidados são apresentados um a um à família real”, escreveu Douglas. “Foi maravilhoso ver a princesa novamente, e fiquei contente por ela se lembrar do nosso primeiro encontro e mencioná-lo.”
O ator também mencionou uma fotografia registrada naquela noite, na qual aparece conversando com Diana, enquanto o ator Terrence Stamp observa a interação.
“Há uma foto fantástica nossa conversando naquela noite neste livro. Estávamos imersos em uma conversa profunda, e há um olhar memorável de Terrence Stamp nos observando atentamente. Se alguma vez uma imagem contou uma história…”
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Douglas contou que ficou especialmente animado quando soube que ocuparia o assento ao lado de Diana durante a sessão de cinema. O momento acabou se tornando uma das recordações mais marcantes de sua vida.
“Lembro-me de me acomodar na minha poltrona no Odeon e olhar para ela. Ela sorriu. As luzes se apagaram. Assistimos ao filme inteiro sentados lado a lado, nossas mãos se tocando ocasionalmente no apoio de braço compartilhado”, escreveu ele. “Lembro-me de pensar que existem milhões de pessoas em todo o mundo que adorariam ver a Princesa de perto ou passar um minuto com ela, e lá estava eu, sentado ao lado dela por duas horas.”
Durante a exibição, entretanto, o ator ficou receoso de que algumas falas de seu personagem, Gordon Gekko, conhecido pela linguagem vulgar, pudessem causar desconforto à princesa. “Lembro-me de, em certo momento, ter me inclinado e sussurrado um pedido de desculpas para ela”, compartilhou. “Ela olhou nos meus olhos, sorriu e riu. Ela não se importou e foi extremamente gentil.”
Ao recordar a experiência, Douglas destacou a sensação de que o restante do público havia desaparecido durante aquelas horas. “Não sei quantas pessoas estavam no teatro naquela noite, mas por algumas horas, pareceu que todos os outros desapareceram e só restaram nós dois”, acrescentou. “O tempo que passamos juntos naquela noite é muito especial para mim.”
Além das recordações sobre Diana, o livro também aborda a vida amorosa do ator e seu relacionamento com Catherine Zeta-Jones. Os dois se casaram em 2000 e continuam juntos após mais de duas décadas de união.
Em entrevista à revista PEOPLE antes do lançamento da obra, Douglas falou sobre a importância do diálogo para manter o casamento. Segundo ele, conversar abertamente sobre assuntos difíceis contribuiu para que o casal desenvolvesse uma compreensão maior um do outro.
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“Comunicação, conversa. É uma característica inglesa – eu sei que minha mãe tinha isso – essa de não falar sobre coisas que são desconfortáveis”, disse Douglas, filho do lendário astro de Spartacus, Kirk Douglas, e da atriz Diana Dill.
O ator também relembrou uma brincadeira que o pai costumava fazer com a mãe, cujo sobrenome de solteira era Dill, para ilustrar a tendência de evitar conversas desconfortáveis.
“O nome de solteira da minha mãe era Dill, e [meu pai] costumava chamá-la de ‘Dill de Tudo é Ótimo’. ‘Como você está?’ ‘Bem.’ Acho que às vezes, como você não sabe as respostas, não quer fazer as perguntas. Acho que precisamos conversar sobre algumas coisas. Isso tornou mais fácil para nós nos entendermos”, continua Douglas.
O livro One Helluva Ride, de Michael Douglas, já está disponível nas livrarias.









