Jackie Kennedy foi a primeira-dama dos Estados Unidos por pouco tempo, cerca de dois anos e 10 meses, de 1961 a 1963, quando o então presidente John F. Kennedy foi assassinado. Mas o curto período não impediu que ela entrasse para a história. Isso porque Jackie O, apelido que ganhou pela imprensa americana, redefiniu o título na Casa Branca, incorporando a cultura como principal contribuição para o status político feminino da época.
Na moda, ela também foi uma grande fonte de inspiração e popularizou diversas tendências, como os vestidos retos, os chapéus pillbox e, principalmente, as pérolas – que as acompanhavam onde quer que fosse.
Brincos e colares com a gema mais antiga da joalheria eram recorrentes em sua produção antes mesmo de ganhar Kennedy em seu sobrenome. Filha de uma família aristocrata, Jackie Onassis já circulava na alta sociedade nova-iorquina antes de casar-se.
No dia em que subiu ao altar, em setembro de 1953, ela foi presenteada pelo noivo com uma pulseira de pérolas e diamantes, com uma armação trançada em fio torcido. Ela usou a joia no dia do casamento junto com um colar único de pérolas no comprimento choker. O acessório viria, então, a se tornar sua assinatura.
Mas foi o colar de pérolas de três voltas, que vivia em seu pescoço, que se eternizou como uma de suas peças mais icônicas. Dona de um estilo discreto e sofisticado, Jackie usava o acessório em diferentes em ocasiões, combinando-o desde vestidos com decotes no ombro a conjuntos de alfaiataria mais fechados, como blazers e saias lápis. No seu guarda-roupa, os tons sóbrios predominavam, por isso as joias surgiam como complementos para os looks, dos mais casuais aos sociais. Segundo registros, ela tinha convicção de que “pérolas eram sempre apropriadas” e dizia isso para as pessoas.
O colar perolado se tornou tão emblemático que em 1994, dois anos após a sua morte em decorrência a um câncer linfático, foi um dos itens mais caros a ser leiolado pela Sotheby’s – ação promovida por seus filhos, Caroline e John Jr. Kennedy. A peça foi leiloada por US$ 211.500, o equivalente a cerca de R$ 1,1 milhão na cotação atual. Mas com uma ressalva: as pérolas não eram alta-joalheria.
Após se tornar viúva, Jackie não demorou para se reinventar. No final da década de 60, período em que se casou pela segunda vez com o magnata grego Aristóteles Onassis, ela se tornou um símbolo da mulher moderna. A liberdade para vestir-se acompanhou essa fase.
Ao longo dos anos 1970, já distante da figura política, mas ainda muito presente nos movimentos culturais, grifes como Givenchy, Dior e Yves Saint Laurent passaram a ocupar o seu guarda-roupa, que se manteve conciso e com códigos refinados. As pérolas, é claro, seguiram presentes — e assim permaneceram até seus últimos anos de vida.
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