• o vinho preferido de Shakespeare está de volta às cartas de São Paulo


      Para Isael Gonçalves, diretor de bebidas do Rosewood São Paulo, a força do Jerez está na variedade de usos atrás do balcão. “Com minha base pessoal voltada para o mundo dos vinhos e minhas primeiras experiências de formação profissional na Espanha, acredito que o Jerez é um ingrediente indispensável na mixologia”, afirma. Segundo ele, estilos como Fino e Manzanilla funcionam bem em versões clássicas, como Martinis ou combinações com tônica, especialmente num momento em que cresce a procura por coquetelaria de menor graduação alcoólica. Oloroso e Amontillado podem substituir vermutes em determinadas receitas, com novo aroma, enquanto Pedro Ximénez e Jerez Cream entram em construções mais densas, próximas de sobremesas líquidas ou coquetéis quentes. “Mais do que um produto versátil, as técnicas de produção também adicionam valor ao processo de mixologia. Minha opinião final é: Jerez sempre que possível. O mundo da coquetelaria agradece a história e criatividade que esse vinho nos proporciona”, resume.



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