Mais de 384 mil eleitores em Roraima foram convocados neste domingo (21) para eleger o governador em um mandato tampão, que se estenderá até janeiro de 2027. A votação, que ocorreu em 350 locais, teve seu encerramento às 17h, horário local.
Esta eleição suplementar foi necessária após a cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 30 de abril, do ex-governador Edilson Damião (União Brasil), que havia assumido o cargo após a renúncia de Antonio Denarium. A condenação no TSE ocorreu por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, envolvendo práticas como a entrega de cestas básicas e repasses de verbas a municípios sem a devida conformidade legal.
A Disputa Pelo Governo de Roraima
A corrida eleitoral para o mandato tampão contou com três principais candidatos: Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado; Soldado Sampaio (Republicanos), que ocupava a presidência da Assembleia Legislativa e assumiu interinamente o Executivo; e a socióloga Nelita Frank (PT), representando a oposição local.
A candidatura de Arthur Henrique, ex-prefeito de Boa Vista, foi submetida à condição 'sob judice'. Sua participação na disputa foi questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), com uma decisão do ministro Flávio Dino favorável à reclamação. O ministro derrubou uma norma do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) que havia flexibilizado o prazo para a desincompatibilização de cargos públicos antes do pleito. Dino reafirmou a obrigatoriedade de se respeitar o prazo de três ou seis meses, conforme a Lei das Inelegibilidades. Apesar do recurso cabível à decisão, Arthur Henrique permaneceu nas urnas.
A decisão do ministro Flávio Dino também impactou o Partido dos Trabalhadores (PT) no estado. Inicialmente, a legenda havia indicado a professora Antônia Pedrosa, que, contudo, não se afastou do cargo na rede pública de ensino dentro do prazo de desincompatibilização. Em seu lugar, foi indicada Nelita Frank, mas o nome e a foto da candidata barrada, Antônia Pedrosa, foram mantidos nas urnas eletrônicas devido à falta de tempo hábil para a alteração, segundo o TRE-RR.
Eleições Complementares em Outros Municípios
Além de Roraima, cinco municípios brasileiros também realizaram eleições complementares neste domingo para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos, com mandatos que se estenderão até janeiro de 2029. Estes novos pleitos foram convocados após a perda dos mandatos dos gestores eleitos em 2024. Os municípios que tiveram eleições são Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG).
Disputas Locais
Em Reginópolis (SP), a disputa contou com João Paulo (PSD), tendo Marquinho do Gás (Podemos) como vice, e Marquinho Bastos com Fernando Inácio (União Brasil).
No município de Tuiuti (SP), as chapas concorrentes foram Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB), e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil).
Joviânia (GO) teve como candidatos Pedro Lucas (Macaco) e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), além de Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB).
Em Amparo da Serra (MG), as chapas que concorreram à prefeitura foram Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos), e Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD).
Finalmente, em Bonito de Minas (MG), os eleitores puderam escolher entre João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil), e Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).









