Poucos coquetéis levam tanta história, mistério e glamour na receita quanto o Dry Martini. Favorito de James Bond, esse clássico é feito com gin, vermute e finalizado com algumas azeitonas (com variações de vodca, twist de limão, água da azeitona na coqueteleira para o Dirty Martini e por aí vai). Mas o que ninguém sabe é onde o Dry Martini surgiu.
A teoria mais aceita é que ele foi uma evolução natural do coquetel Martinez, por volta de 1860. Esse parente distante era feito com vermute italiano doce, e com as mudanças do tempo, passou a ser feito com vermute seco francês, daí o “dry” no nome. Outros dizem que o coquetel foi criado pelo bartender italiano Martini di Arma di Taggia no bar do hotel Knickerbocker a pedido de John D. Rockefeller.
Seja batido ou mexido, com uma ou mais azeitonas, o Dry Martini conquistou um lugar só dele no coração de escritores, atores e criativos, com NY como o cenário perfeito para o glamour que o drink pede. Aqui, indico alguns dos melhores lugares para um Dry Martini na cidade, seja depois do trabalho ou antes do teatro. Cada um ao seu estilo, respeitando a receita clássica e os três “adjetivos” que fazem um bom Martini: a transparência, a pureza e a baixa temperatura. Quanto mais gelado, melhor!
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O Monkey Bar já é um clássico por si só aqui em NY, com as caricaturas nas paredes e os sofás de couro vermelho. Para quem ainda não conhece, a visita já valeria por toda a história do lugar. Mas quando o assunto é Dry Martini, o bar se supera: o Monkey Bar Martini segue a receita clássica, com algumas ótimas escolhas. Usa o gin japonês Ki No Bi, Dolin Dry Vermouth e azeitonas Castelvetrano. O resultado é um coquetel equilibrado e seco, perfeito para antes do jantar.
60 E 54th Street, New York
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O Dante é conhecido por oferecer diferentes reinterpretações do coquetel. Mas o que vale mesmo é o clássico: perfeito e equilibrado, com gin inglês, vem com um pouco da água da azeitona ao lado da taça, para que você possa transformar seu Dry Martini em Dirty Martini, se fizer mais seu estilo.
551 Hudson St., New York, NY
Charlie Palmer at The Knickerbocker
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Foi no bar do hotel Knickerbocker que, segundo uma das lendas, o Dry Martini foi criado para John D. Rockefeller. A história é tão forte por ali que o hotel até tem uma sala dedicada ao drink. Para viver a história do jeito original, peça o Martini Cart no Charlie Palmer: o bartender vem até a sua mesa e prepara o coquetel diante de você.
6 Times Square, New York, NY
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A receita do The Commerce Inn também segue a original, mas muda um pouco na proporção dos ingredientes: gin e vermute estão em partes iguais. Por isso, o Dry Martini deles é para quem busca um coquetel mais aromático e equilibrado, um pouco menos seco do que o comum. A melhor pedida é beber uma taça acompanhada de um prato de ostras frescas.
50 Commerce Street, New York, NY
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Um bar acolhedor com uma decoração de cair o queixo. A preparação do Dry Martini, aqui, é feita à maneira mais clássica possível: uma parte de vermute para cinco de gin; o vermute não vai na coqueteleira, apenas perfuma a taça e é dispensado antes de receber o gin. Peça para finalizar com três azeitonas.
226 W 23rd St., New York, NY
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O bar do hotel The Carlyle orgulhosamente se apresenta como a casa do Dry Martini clássico. A receita é a mesma do Lobby Bar do Chelsea, e seu drink pode vir acompanhado de um Sidecar (um pequeno recipiente com uma dose extra do coquetel, sempre gelado). Um ótimo endereço para tomar um drink ao som do piano.
35 E 76th St., New York, NY
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Nota: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Vogue Brasil.
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