Nas proximidades, outro momento de destaque chamou atenção: a presença de Venus Williams, irmã de Serena, que também participa do torneio. As duas voltarão a jogar juntas na chave de duplas, reforçando uma das parcerias mais icônicas da história do tênis. A participação das irmãs em Wimbledon deste ano foi possível após receberem um convite da organização.
Serena chegou ao torneio após um breve retorno às competições no início de junho, quando disputou uma partida de duplas no Queen’s Club, em Londres. Na ocasião, ao lado da canadense Victoria Mboko, venceu a dupla formada por Nicole Melichar-Martinez e Erin Routliffe em sets diretos, com parciais de 7-6 e 6-2, em uma atuação que já havia chamado atenção do público e da imprensa.
Poucos dias depois, foi confirmado que Serena e Venus voltariam a atuar juntas em Wimbledon, algo que não acontecia há uma década. O anúncio gerou grande repercussão entre fãs do esporte, especialmente pelo histórico de conquistas da dupla, que já venceu o torneio de duplas seis vezes.
“Achei que devia aproveitar esta oportunidade. Quem sabe se terei outra chance aqui. Esta pode ser a minha chance”, disse Williams, segundo a Associated Press. Ela ainda refletiu sobre o próprio retorno ao circuito de alto nível, demonstrando surpresa com a própria decisão de voltar a competir em uma fase tão avançada da carreira.
“Eu pensei: ‘O que há de errado comigo, Serena? O que você está pensando? Você está louca? Você realmente deveria fazer isso’”, continuou. “As pessoas vivem para ser atletas. Eu tenho essa grande oportunidade de mostrar o que faço, o que faço de melhor, eu acho. É, acho que no fim das contas eu pensei: ‘Isso é muito legal, então eu deveria fazer isso’.”
Com sete títulos de Wimbledon no currículo – o último conquistado em 2016, contra a alemã Angelique Kerber – Serena Williams retorna ao torneio cercada de expectativa, emoção e a presença marcante da família, em um dos momentos mais simbólicos de sua trajetória recente no tênis.









