E é aí que a peça fica interessante: ela não escolhe um culpado. No camarim, com o idoso, a evangélica e o tenente expondo cada um o seu lado, o espectador também ganha voz. Há quem tenha um imprevisto de verdade, como chegar atrasado e perder a entrada, e quem simplesmente se recuse a cumprir as regras e vá arranjando desculpa. Fábio Esposito, no papel do policial, segura boa parte das risadas com timing e comédia física. No fim, o que está em jogo não é a bronca, e sim a vontade de sentir que as pessoas estão presentes ali, juntas, ainda mais num tempo em que tudo passa rápido e se esquece com a mesma velocidade.









