Steven Spielberg decidiu colocar no mercado uma das propriedades que fazem parte de seu patrimônio em Los Angeles. O cineasta, responsável por clássicos como “Tubarão”, “E.T. – O Extraterrestre”, “Jurassic Park”, “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, está pedindo cerca de R$ 150,4 milhões (US$ 29,9 milhões) pelo rancho equestre conhecido como Dogwood.
A propriedade foi adquirida por Spielberg e sua esposa, a atriz Kate Capshaw, em 1999, por aproximadamente R$ 28,9 milhões (US$ 5,75 milhões). Quase 27 anos depois, o imóvel retorna ao mercado com um valor pedido mais de cinco vezes superior ao desembolsado pelo casal na época da compra.
Aos 79 anos, Spielberg é um dos cineastas mais reconhecidos de Hollywood. Ao longo da carreira, acumulou três estatuetas do Oscar e se consolidou tanto por grandes sucessos comerciais quanto por produções reconhecidas pela crítica.
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Rancho tem estrutura rara em Los Angeles
Localizado na região de Sullivan Canyon, em Los Angeles, o Dogwood ocupa uma área de 2,8 acres, equivalente a aproximadamente 11,3 mil metros quadrados. A residência principal possui sete quartos e 9,5 banheiros, além de uma cozinha planejada para chef, sala de mídia, adega, escritório e uma suíte principal equipada com lareira. A propriedade ainda conta com terraços posicionados para aproveitar a paisagem do cânion.
O grande diferencial, entretanto, está na estrutura destinada à criação e ao treinamento de cavalos. O rancho possui um estábulo com seis baias, três espaços para preparação dos animais, áreas destinadas aos funcionários e uma arena de equitação de aproximadamente 20 mil pés quadrados, o equivalente a cerca de 1.860 metros quadrados.
O imóvel também dispõe de um segundo estábulo, com quatro baias, além de uma área de aproximadamente 5.400 pés quadrados voltada aos cavalos.
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Entre as demais estruturas estão uma casa de hóspedes de um quarto, com cozinha própria, rooftop, escritório e espaços de armazenamento. A propriedade ainda oferece estacionamento para mais de dez carros, posto de segurança, geradores e uma área externa com lago de reflexão.
O projeto reúne arquitetura assinada por Michael Kovac, interiores de Michael Smith e paisagismo desenvolvido por Christine London.
Especialista explica o que sustenta o preço
Para Thiago Castilho, CEO da Elemental Construtora, incorporador imobiliário e especialista em processos construtivos inovadores e de alto padrão, o preço de um imóvel desse segmento não pode ser analisado apenas pela quantidade de metros quadrados.
“Em um imóvel desse nível, não estamos falando apenas de quantidade de metros quadrados. O valor está na combinação entre localização, privacidade, arquitetura, infraestrutura e, principalmente, naquilo que torna aquela propriedade rara. Uma estrutura equestre desse porte dentro de Los Angeles é um diferencial muito específico e difícil de reproduzir”, explica Thiago.
Segundo o especialista, características exclusivas têm peso significativo na avaliação de propriedades de altíssimo padrão. A combinação entre localização privilegiada, espaço, privacidade e estruturas específicas pode tornar um imóvel mais difícil de encontrar no mercado.
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Luxo imobiliário vai além da casa
Thiago também compara o imóvel de Spielberg com projetos brasileiros que buscam ampliar a experiência associada ao mercado de alto padrão.
Um dos exemplos citados é a Península Três Marias, empreendimento da Elemental Construtora localizado às margens da represa de Três Marias, em Minas Gerais. O projeto ocupa uma área superior a 6 milhões de metros quadrados, prevê R$ 400 milhões em investimentos e possui Valor Geral de Vendas estimado em R$ 2 bilhões.
A proposta inclui estruturas como marina, spa, haras, restaurantes e áreas de convivência. O empreendimento também anunciou uma frota própria de cinco aeronaves para os proprietários, com operações a partir de aeroportos como Campo de Marte, Pampulha, Brasília e Goiânia.
“Quando olhamos para projetos de alto padrão no Brasil e para propriedades como a de Spielberg, percebemos que o luxo imobiliário está cada vez menos relacionado apenas ao tamanho da residência. Privacidade, experiências, serviços, mobilidade, natureza e estruturas que não estão disponíveis em qualquer empreendimento passam a fazer parte da percepção de valor”, afirma Thiago.
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De R$ 28,9 milhões para mais de R$ 150 milhões
A diferença entre o valor desembolsado pelo casal em 1999 e o preço pedido atualmente é um dos pontos que mais chamam atenção.
Spielberg e Kate Capshaw pagaram aproximadamente R$ 28,9 milhões (US$ 5,75 milhões) pela propriedade. Agora, o rancho está anunciado por cerca de R$ 150,4 milhões (US$ 29,9 milhões). O valor, no entanto, corresponde ao preço solicitado pelo proprietário e não necessariamente ao montante pelo qual a negociação será concluída.
“O mercado de luxo trabalha muito com a questão da exclusividade. Existem imóveis caros, mas poucos conseguem reunir uma localização tão privilegiada, uma área extensa, privacidade e uma infraestrutura tão específica. Quando um imóvel reúne características difíceis de encontrar novamente, isso interfere diretamente na percepção de valor”, afirma Thiago.
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Spielberg já teve planos ainda maiores para o terreno
A história do Dogwood também inclui um projeto de ampliação que nunca chegou a ser executado. Depois de comprar a propriedade, Spielberg chegou a planejar uma transformação de grandes proporções.
A proposta previa uma estrutura equestre de 27 mil pés quadrados distribuída em cinco andares, além de uma casa de hóspedes de 2.400 pés quadrados e um posto de segurança com três pavimentos. As reformas estavam estimadas em mais de R$ 35,2 milhões (US$ 7 milhões), mas o projeto encontrou resistência de moradores da região e acabou não sendo realizado nos moldes planejados.
Agora, quase três décadas depois da aquisição, o Dogwood volta ao mercado reunindo residência de alto padrão, extensa área externa e uma infraestrutura equestre considerada incomum para a região.
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A propriedade foi anunciada por aproximadamente R$ 150,4 milhões (US$ 29,9 milhões), com Sandro Dazzan, da The Agency, responsável pela listagem. “O caso do Spielberg também mostra como o mercado de luxo pode trabalhar com propriedades muito específicas. Não é simplesmente uma questão de ter uma casa maior. É ter atributos que dificilmente podem ser replicados. É uma lógica que também aparece em projetos como a Península Três Marias, em que a experiência, a exclusividade e os serviços passam a fazer parte do próprio conceito do empreendimento”, completa Thiago.
Com a venda, a propriedade encerra um período de quase 27 anos ligada à família de Spielberg e Kate Capshaw, que compraram o imóvel em 1999 por R$ 28,9 milhões (US$ 5,75 milhões) e agora o colocam no mercado por R$ 150,4 milhões (US$ 29,9 milhões).
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