A megastar Taylor Swift abriu o jogo sobre os mecanismos que desenvolveu para lidar com a pressão da fama quando a situação começa a parecer “incontrolável”. Vencedora de 14 prêmios Grammy, a artista foi a grande entrevistada de uma retrospectiva de sua carreira para o projeto The Icon Sessions, promovido pela Songwriters & Composers Wing da Recording Academy.
Durante a conversa, a cantora refletiu sobre a importância de não deixar que a opinião pública interfira em seu ritmo criativo. Ela revelou que costuma ponderar sua trajetória e lembrar a si mesma que assumiu essa escolha todos os dias.
“Você escolheu isso. Você escolhe isso todos os dias. Você poderia ter desistido a qualquer momento antes que a situação ficasse incontrolável. E eu decidi não desistir porque amo isso demais”, declarou. Para ela, tudo o que acompanha o sucesso vale a pena desde que ela possa continuar compondo e cantando.
Foco nos fãs e superação de críticas
Ao longo de sua jornada, Swift aprendeu a ignorar aqueles que, em sua juventude, diziam que sua perspectiva não era válida para determinados gêneros musicais. A artista destacou que seu principal objetivo ao lançar canções é se conectar com quem realmente se importa.
“Percebi que faço música porque toco para os fãs. Estou lançando isso para as pessoas que se importam e que veem na música uma forma de lidar com a vida, assim como eu”, afirmou, acrescentando que fazer arte pelo amor genuíno a ela, e não em busca de validação universal, é o que importa.
Novo marco e reflexão sobre a trajetória
O momento de celebração pessoal e profissional acontece após um marco importante em sua carreira: em junho, a artista foi oficializada como integrante do Hall da Fama dos Compositores de Nashville de 2026. Ela integrou a seleta turma ao lado de grandes nomes da música mundial, como Alanis Morissette, Paul Stanley e Gene Simmons (do KISS), Kenny Loggins, Walter Afanasieff, Terry Britten, Graham Lyle e Christopher “Tricky” Stewart.
Durante seu discurso de 20 minutos na ocasião, Taylor relembrou que a composição sempre foi um ato natural de autorreflexão, enquanto o restante da indústria precisou ser dominado na base da tentativa e erro.
“Ninguém me ensinou como fazer isso. Tive que aprender a entreter o público, a coreografia, a ser menos irritante, a navegar na indústria e a proteger ferozmente minha própria sanidade. Tive que aprender tudo isso ao longo do tempo, por meio de lições difíceis, muita tentativa e erro, caos e calamidade”, concluiu.
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