Em Sevilha, no esplêndido Palácio de las Dueñas, a Fundação Casa de Alba inaugurou Cayetana. Grande de España para o centenário de nascimento da duquesa. Curada por sua filha Eugenia e pela historiadora Cristina Carrillo de Albornoz, a mostra apresenta 200 peças – alta-costura, fotografias de Cecil Beaton e Richard Avedon, cartas trocadas com Elizabeth II e Jackie Kennedy. Cayetana nunca foi convencional: era caótica, exuberante. Nos anos 1960, transformou a Espanha num playground do jet set, reunindo num mesmo baile Grace de Mônaco e Jackie Kennedy (que, detalhe, passaram a noite sem trocar uma palavra).Em1959, organizou um desfile da Dior no Palácio de Liria para apoiar o jovem Saint Laurent, que lhe ficou eternamente grato. Vestir a duquesa era privilégio de qualquer costureiro – e Balenciaga, dizem, nunca a perdoou por não o ter entre seus favoritos. A editora Assouline publica, em paralelo, um belo catálogo que revela a intimidade daquela que o povo chamava apenas de “La Duquesa” – a mulher que, ao casar-se pela terceira vez, tirou os sapatos e dançou flamenco na porta do palácio.









