Com a proximidade do recesso parlamentar, a Câmara dos Deputados já opera em ritmo significativamente mais lento, apelidado de 'modo avião'. Esta baixa produtividade, que se acentuou devido a festividades e eventos esportivos, deverá persistir até o primeiro turno das eleições, impactando a agenda legislativa do país.
Custos Elevados em Período de Baixa Atividade
Apesar da redução na produtividade, o fluxo de custos da Casa legislativa permanece inalterado. Somente entre janeiro e junho, as despesas dos deputados com verba de gabinete superaram a marca de 448 milhões de reais.
Calendário Legislativo Pós-Recesso e Prioridades Adiada
Não há expectativa de apreciação de matérias prioritárias no curto prazo. A análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), por exemplo, não será realizada por deputados e senadores na Comissão Mista do Orçamento, que foi instalada com atraso e ainda apresenta baixa efetividade em seus trabalhos.
Líderes partidários definiram um calendário com poucas sessões. Entre o início de agosto e o primeiro turno da disputa eleitoral, estão previstos apenas nove dias de trabalho efetivo, distribuídos em duas semanas.
Especificamente, após o término do recesso anual em 1º de agosto, as sessões presenciais ocorrerão de 10 a 14 de agosto e, posteriormente, de 31 de agosto a 3 de setembro. A plena retomada das atividades está programada apenas para 5 de outubro, após a conclusão do primeiro turno das eleições.
Fonte: https://veja.abril.com.br









