IBGE encerra fundação depois de TCU considerar IBGE+ ilegal

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encerrou oficialmente, nesta segunda-feira (23), a Fundação IBGE+, entidade pública de direito privado que havia sido criada para atuar no apoio ao instituto. A medida cumpre uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou a criação ilegal.

    Em nota em sua página oficial, o IBGE informou que já estuda alternativas para viabilizar o suporte à sua produção de conhecimento.

    A decisão do TCU, proferida em 11 de fevereiro, estabeleceu que a constituição da fundação não atendia aos parâmetros legais exigidos. A análise do tribunal teve origem em uma representação do líder da Minoria na Câmara dos Deputados, Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitou a apuração de possíveis irregularidades no processo de fundação da entidade.

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    • Marcio Pochmann, durante sua posse como presidente do IBGE, ao lado do presidente Lula, da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

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    Por unanimidade, os ministros consideraram a representação procedente e apontaram diversas ilegalidades na formação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE.

    Entre os principais problemas jurídicos listados pela Corte, destacam-se a inexistência de uma lei específica que autorizasse a criação da fundação e a violação da competência privativa do Chefe do Poder Executivo para criar órgãos da administração pública.

    Além disso, verificou-se a “ausência de anuência formal de supervisão” pelo Poder Executivo e o “descumprimento de critérios fundamentais” para a caracterização como fundação de apoio.

    Apesar de acatar o veredito, o IBGE reafirmou a legalidade e a necessidade de um órgão com o perfil do IBGE+. A iniciativa, da gestão da presidência do IBGE, Márcio Pochmann, foi mais uma marca do conhecido intervencionismo da gestão.

    O caso expôs divergências internas na gestão pública, uma vez que a Advocacia-Geral da União (AGU) já havia emitido parecer contrário à iniciativa desde o início, levando o TCU a registrar na decisão que órgãos do próprio governo federal não demonstram entendimento mútuo sobre o tema.

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