O BDNF, sigla em inglês para fator neurotrófico derivado do cérebro, é uma proteína crucial para o desenvolvimento e o bom funcionamento do sistema nervoso central. Classificada como neurotrofina, ela atua na manutenção, crescimento e desenvolvimento das células nervosas, exercendo um papel fundamental para a saúde geral.
Funções Vitais do BDNF no Organismo
Esta proteína desempenha diversas funções importantes, mediando a neuroplasticidade – a capacidade do cérebro de aprender e formar novas conexões – ao modular o processo de sinapse. O BDNF é encontrado em alta concentração no hipocampo, uma área do lobo temporal cerebral responsável pelo aprendizado e memória.
Além de suas ações cerebrais, o BDNF regula a função vascular e a saúde dos vasos, promovendo a angiogênese, que é a formação de novos caminhos para o sangue. Ele também preserva o endotélio, a camada de células que reveste internamente vasos sanguíneos e linfáticos, contribuindo para uma circulação saudável.
BDNF e a Relevância da Atividade Física
A prática de atividades físicas é um dos principais catalisadores para o aumento da produção de BDNF, sendo um fator crucial para a saúde neurológica e cardiovascular. Exercícios aeróbicos, como corrida, natação e ciclismo, são particularmente eficazes em estimular a expressão do gene que codifica a proteína.
Essa estimulação promove a neurogênese, ou seja, a formação de novos neurônios, e fortalece as conexões sinápticas. A regularidade dos treinos intensifica a resposta do organismo, levando a um aumento consistente da liberação de BDNF ao longo do tempo e influenciando positivamente o volume do hipocampo, o que melhora a memória.
O incremento do BDNF, impulsionado pela atividade física, potencializa as funções da proteína em condições normais. Adicionalmente, o exercício combate os efeitos do estresse e do cortisol, auxiliando no enfrentamento de transtornos de saúde mental, como depressão e ansiedade.
Proteção Cardiovascular Reforçada pelo BDNF e Exercícios
Assim como na proteção neural, a atividade física estimula o BDNF a atuar na saúde cardiovascular. Níveis elevados da proteína estão associados à redução de riscos de eventos como infarto e AVC, complementando a já mencionada angiogênese.
Em situações de recuperação de eventos cardiovasculares, como um infarto do miocárdio, o BDNF é vital para a sobrevivência dos cardiomiócitos (células do coração), auxiliando na reparação tecidual. A proteína também regula a apoptose, o processo de morte celular, no fluxo sanguíneo.
Fonte: https://saude.abril.com.br









