A retirada dos destroços do helicóptero que caiu há pouco mais de uma semana na Serra Catarinense, deixando o cantor sertanejo Rick e outras quatro pessoas mortas, ainda não foi realizada por conta das condições climáticas na região, informou a JTA Empreendimentos e Urbanismo, empresa dona da aeronave.
Segundo o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), após a finalização das investigações no local, o proprietário da aeronave fica responsável pela remoção dos destroços aéreos, como prevê o Registro Aeronáutico Brasileiro.
A JTA informou, em nota, que prevê a realização de dois processos de retirada: primeiro dos dois motores Rolls-Royce do helicóptero Bell 430 prefixo PP-MGR, e depois da aeronave em si.
Nenhuma atividade, no entanto, foi iniciada. Segundo a empresa, como se trata de uma área de difícil acesso, é preciso que haja melhores condições do clima para a execução dos trabalhos.
A companhia afirma que ainda aguarda todas as autorizações necessárias para organizar as operações, que exigem um nível de complexidade.
Queda do helicóptero
No dia 21 de setembro, o helicóptero onde estava o cantor Rick, da dupla sertaneja com Renner, o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira caiu um minuto após perder sinal, como informou a FAB (Força Aérea Brasileira).
O helicóptero decolou de Porto Belo, em Santa Catarina, às 10h30, e tinha previsão de aterrissagem às 11h24.
As cinco pessoas e a aeronave só foram localizados na terça (22), após uma busca intensa de equipes de resgate.
As causas do acidente ainda não foram totalmente esclarecidas. A “caixa-preta” do helicóptero foi localizada no dia 23 e as investigações prosseguem por parte do Cenipa para esclarecer a dinâmica da queda.
Helicóptero moderno
Em entrevista ao Bastidores CNN no dia em que a aeronave foi encontrada, Heloísa Batista, tenente-coronel do 5º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, afirmou que o helicóptero “era muito moderno, mas não emitiu nenhum sinal”.
Segundo a tenente-coronel, a aeronave não emitiu qualquer alerta que indicasse uma possível ocorrência durante o voo. Por se tratar de um modelo moderno, havia a expectativa de que os ocupantes pudessem ter realizado um pouso forçado.
Heloísa Batista ainda afirmou que o helicóptero não explodiu. “Não houve explosão, não tivemos fumaça, não tivemos fogo”, disse Batista.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo









