O ex-diretor do Credit Suisse Marcelo Kayath defende que o controle dos juros altos no país passa primeiro por um movimento de arrumação das contas públicas.
“Não se combate juros com canetada, com reclamação ao presidente [do Banco Central]. O jeito é colocar as contas em ordem. E quem não consegue cuidar das contas, não pode cuidar das pessoas”, afirmou em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (7).
O economista é cotado para assumir o Ministério da Fazenda caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República.
Em um cenário no qual o país acumula gastos de mais de R$ 1 trilhão com juros da dívida, Kayath afirma que a situação é “insustentável”.
“Temos que combater. Criar as condições de fazer ajuste nas contas de modo que seja sustentável, crível e o Banco Central possa cair os juros de maneira sustentável”, pontuou.
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