Tempestade solar poderosa coloca Terra em alerta nas próximas horas

    Poderosas explosões solares ocorreram nos últimos dias, com destaque para uma erupção de classe X1.1, considerada a categoria mais forte, segundo informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos.

    A classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força. A erupção X1.1 ocorreu no dia 30 de junho, informou a Nasa.

    Imediatamente, alertas foram disparados para as áreas de comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e astronautas (que podem sofrer com radiação solar).

    A sequência de explosões solares gerou ejeção de massa coronal em direção à Terra.

    Segundo o NOAA, são esperadas tempestades solares de grau moderado especialmente no dia 3 de julho.

    A escala de tempestade solares vai de G1 (menor) até G5 (extremo). A classe moderada é a partir de G2.

    Por causa da intensidade das explosões, são esperadas auroras boreais especialmente no hemisfério norte.

    O que é uma erupção solar

    As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.

    Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.

    O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.

    Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3…) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.

    Veja a tabela abaixo:

    • Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
    • Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
    • Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
    • Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
    • Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências

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