Os melhores lugares do mundo para observar a bioluminescência estão no topo da lista de desejos de muitos viajantes. Seja nas páginas de revistas como a nossa, brilhando nos feeds das redes sociais ou nas histórias contadas por amigos e familiares depois de uma nova aventura, esse fenômeno natural é, sem dúvida, fascinante. Pode ser o brilho de águas-vivas na beira de um porto ou o plâncton criando cenas que lembram um céu estrelado enquanto os pés se movimentam no oceano. De qualquer maneira, a bioluminescência é um fenômeno natural impressionante que, depois de testemunhado, é impossível esquecer. Mas é improvável encontrar águas brilhantes por acaso. De Oaxaca, no México, às Maldivas, passando pelas nossas próprias Ilhas Britânicas, reunimos os melhores lugares para observar a bioluminescência em suas mais variadas formas.
É seguro tocar na água bioluminescente?
Em geral, é seguro tocar e nadar em águas bioluminescentes, especialmente em destinos onde o fenômeno é explorado como atração turística, com passeios de barco e excursões. No entanto, alguns casos de bioluminescência são provocados por florações de algas nocivas, que podem causar irritações na pele e doenças graves se ingeridas. Em caso de dúvida, pesquise cuidadosamente sobre a região que pretende visitar e converse com os guias de passeios organizados.
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As ilhas paradisíacas das Maldivas estão entre os melhores lugares do mundo para observar a bioluminescência, graças à abundância de plâncton que ilumina as ondas depois do pôr do sol. Embora o fenômeno possa ser visto em diferentes ilhas do arquipélago, um dos pontos mais famosos fica no lado mais tranquilo da ilha de Vaadhoo, um pequeno território do atol de Raa conhecido por sua praia apelidada de “Sea of Stars”, ou “Mar de Estrelas”.
Quando ir: entre junho e outubro
Como chegar: voo doméstico e traslado de barco a partir do Aeroporto Internacional Velana, em Malé
Onde ficar: Vaadhoo não tem os hotéis românticos que costumam vir à cabeça quando pensamos nas Maldivas. Uma opção é o InterContinental Maldives Maamunagau Resort, de onde é possível apreciar as águas luminosas a poucos metros da acomodação à beira-mar.
Mosquito Bay, Vieques, Porto Rico
Talvez você ainda não tenha ouvido falar da pitoresca ilha de Vieques. Mas provavelmente já viu o espetáculo noturno que acontece por lá em revistas e nas redes sociais. Depois do pôr do sol, a Mosquito Bay se transforma em um portal azul brilhante graças ao dinoflagelado bioluminescente Pyrodinium bahamense, que emite luz azul quando é agitado. Para uma experiência especialmente impressionante, é possível deslizar pelas águas em um caiaque de fundo transparente acompanhado por um operador local.
Quando ir: de dezembro a abril, durante a estação seca
Como chegar: voo direto a partir de San Juan (SJU), seguido de uma balsa até Vieques
Onde ficar: para uma experiência em contato com a natureza, mas com toques de luxo, a sugestão é a Finca Victoria.
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Repleta de dinoflagelados, a Luminous Lagoon, na Jamaica, é uma das excursões mais incríveis da ilha e uma maneira memorável de mudar o roteiro da noite. Embarque em um passeio de barco ao pôr do sol e, pouco depois, a zona epipelágica da lagoa ganha uma vibrante luz azul. Conforme a vida marinha passa sob o barco, deixa rastros fantasmagóricos luminosos. Alguns passeios permitem ainda entrar na água, surpreendentemente rasa, e observar como os movimentos e respingos criam impressionantes desenhos de luz.
Quando ir: de dezembro a abril, durante a estação seca
Como chegar: de carro a partir do Aeroporto Internacional Sangster (MBJ)
Onde ficar: a cerca de 30 minutos de carro do fenômeno, o Sandals Jamaica Caribbean Cay oferece uma estadia all-inclusive.
Jervis Bay, Nova Gales do Sul, Austrália
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Considerando a extensão do litoral australiano e a abundância de vida selvagem no mar, são surpreendentemente poucos os lugares onde é possível observar grandes espetáculos de bioluminescência no país. Um dos mais famosos é Jervis Bay, em Nova Gales do Sul. Quando o dinoflagelado Noctiluca scintillans chega à costa, basta se acomodar na areia fina e observar as ondulações da água criarem um efeito semelhante ao da Aurora Boreal.
Quando ir: verão, de setembro a fevereiro
Como chegar: cerca de 2h30 de carro ao sul do Aeroporto de Sydney
Onde ficar: para escapar do ritmo da vida cotidiana, a sugestão é uma experiência de glamping no Paperbark Camp.
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Há algumas baías e enseadas na popular região de Krabi, na Tailândia, que oferecem espetáculos de luz sobre a água em noites de céu aberto. Ao Nang Beach é uma das mais famosas e acessíveis, com hostels, restaurantes e bares a poucos passos da costa, ideais para esperar a noite cair. Phra Nang Beach, um pouco mais adiante, oferece uma experiência igualmente famosa, mas mais tranquila e intimista, acessível por barco a partir de Ao Nang Beach.
Quando ir: de novembro a maio
Como chegar: 20 minutos de carro a partir do Aeroporto Internacional de Krabi
Onde ficar: o Phulay Bay, a Ritz-Carlton Reserve, fica a cerca de 40 minutos de carro das águas luminosas. Espere villas e pavilhões sofisticados, piscinas amplas e acesso a praias cercadas por uma paisagem exuberante.
Enquanto muitos dos melhores lugares para observar a bioluminescência devem o fenômeno à abundância de plâncton e algas luminosas, a história é um pouco mais curiosa na Baía de Toyama, no Japão, durante a primavera. Ali, o espetáculo bioluminescente nas águas escuras é provocado por uma criatura consideravelmente maior: a lula-vaga-lume. Em um passeio de pesca, é possível observar os animais emitindo luz azul por meio de fotóforos, criando um espetáculo de luz enquanto são retirados das águas geladas.
Como chegar: trem-bala Hokuriku Shinkansen a partir de Tóquio
Onde ficar: o DoubleTree by Hilton Toyama é uma opção confortável para descansar entre os passeios pela cidade e pela baía.
Um dos destinos mais procurados do México para observar a bioluminescência é a Laguna de Manialtepec, uma lagoa costeira localizada a oeste de Puerto Escondido. Conforme peixes e pessoas que se aventuram na água se movimentam, as algas luminosas que habitam a lagoa fazem com que ela adquira um brilho fosforescente impressionante. Mais adiante, experiências semelhantes podem ser encontradas nas Lagunas de Chacahua.
Quando ir: de julho a outubro, durante a estação chuvosa
Como chegar: voo para o Aeroporto Internacional de Oaxaca Xoxocotlan (OAX), normalmente via Cidade do México a partir do Reino Unido
Onde ficar: há muitas opções ao longo desse trecho do litoral mexicano. A publicação recomenda consultar seu guia dos melhores hotéis de Oaxaca.
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Durante o dia, a ilha cambojana de Koh Rong é um playground natural para famílias e casais que entram no mar com equipamento de snorkel para observar a vida marinha. À noite, as águas além das praias de areia macia ganham vida própria, como um céu estrelado diante dos resorts e da vegetação exuberante. O plâncton bioluminescente não é exclusivo de Koh Rong, já que também pode ser encontrado em outras ilhas do Camboja, mas a pouca poluição luminosa da região torna os passeios noturnos pela praia e as excursões de barco sob a lua nova especialmente inesquecíveis.
Quando ir: de novembro a maio
Como chegar: voo para Phnom Penh, seguido de ônibus até o porto de Sihanoukville e barco até a ilha
Onde ficar: o The Royal Sands Koh Rong é apontado como o endereço mais sofisticado da ilha.
Cornualha, Reino Unido (Grebe Beach e Pedn Vounder)
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As águas que cercam as Ilhas Britânicas provavelmente não são as primeiras que vêm à mente quando pensamos nos melhores lugares para ver bioluminescência. Mas, durante o verão, o Canal da Mancha reserva algumas surpresas para o litoral da Cornualha. Entre os lugares mais interessantes para observar praias que parecem estreladas estão Grebe Beach, uma joia escondida no fim do rio Helford. Em noites quentes, a água pode adquirir um tom azul luminoso com um simples respingo. Já em Penzance, a bioluminescência pode ser melhor observada em Pedn Vounder, onde, algumas vezes por ano, o Canal da Mancha oferece um espetáculo sob as constelações.
Quando ir: julho e agosto
Como chegar: de 5 a 6 horas de carro a partir de Londres; também é possível pegar trens diretos para Penzance ou conexões até Falmouth
Onde ficar: em Falmouth, o The Greenbank Hotel é apontado como uma charmosa opção à beira da água. Em Penzance, a sugestão é o Artist Residence Cornwall, com quartos singulares instalados em uma propriedade histórica do século XVII.
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A região ao redor da Baía de Ha Long, no Vietnã, há muito é um destino procurado por quem quer observar águas luminosas. Mas, como está entre os lugares mais visitados pelos turistas, a quantidade de pessoas e a poluição luminosa provocada por barcos e navios de cruzeiro faz com que os espetáculos de luz sejam muito mais impressionantes em enseadas e baías tranquilas. É aí que entram as praias da Ilha de Cat Ba, onde os respingos no mar criam cenas deslumbrantes. A melhor maneira de experimentar o fenômeno é em um passeio de barco com pernoite, já que os capitães costumam ancorar em pontos mais silenciosos, sob céus estrelados.
Quando ir: de junho a outubro
Como chegar: traslados de ônibus a partir do Aeroporto Internacional Noi Bai (HAN), em Hanói
Onde ficar: uma opção é alugar uma villa inteira e aproveitar a atmosfera tranquila da ilha na Valía Villa Cat Ba.
Waitomo Glowworm Caves, Nova Zelândia
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Em vez de roupa de banho, nadadeiras ou caiaque, a experiência de bioluminescência em uma das atrações naturais mais conhecidas da Nova Zelândia exige sapatos confortáveis e um casaco quente. As Waitomo Glowworm Caves são uma atração turística há mais de 130 anos. Os visitantes atravessam as impressionantes cavernas em silêncio enquanto observam os vermes luminosos da espécie Arachnocampa luminosa, encontrados apenas nessa região do mundo, exibirem suas cores fascinantes.
Como chegar: cerca de 190 quilômetros ao sul do Aeroporto de Auckland (AKL)
Onde ficar: partindo do princípio de que você ficará alguns dias em Hamilton, a cerca de uma hora de carro ao norte das cavernas, a sugestão é o The Narrows Landing Hotel.
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