Depois do sucesso de seu primeiro e único álbum, Nymph, lançado em 2022, a britânica Shygirl se prepara para o lançamento do segundo, batizado de Swallow! , uma brincadeira entre o pássaro, andorinha, e o ato de engolir, e previsto para 6 de novembro deste ano.
O novo álbum, que escutamos com exclusividade, traz um novo lado da artista, mais romântico e indie, e troca as batidas eletrônicas por instrumentos acústicos e sons orgânicos. “É bem estressante quando você já construiu uma imagem de quem é a Shygirl. As pessoas me viam como essa artista da cena de clubes, eletrônica e rapper. Mas eu realmente queria criar algo em que, independentemente de ser acompanhada pelo piano, cordas de um violão ou uma batida eletrônica, fosse muito fiel à intenção original da composição.”
O motivo desta nova versão é, claro, uma nova paixão. Shygirl começou a escrever Swallow! em um momento decisivo de amadurecimento em sua vida, enquanto se apaixonava. O álbum se mostra aberto ao futuro e ao poder transformador do amor. “Acho que o álbum traz todos os elementos do amor: confiança, vulnerabilidade, paixão, intensidade. Grande parte disso sou eu falando comigo mesma, com o passado, o futuro e o presente”, diz, sobre a faixa “Lucky (Hymn)”, próximo single da era, que traz a cantora refletindo sobre se apaixonar e o lugar em que se encontra na carreira.
A artista também fala sobre sua relação com o Brasil. Ela fez duas apresentações por aqui em 2022, na primeira edição do Primavera Sound e na balada Zig, com o Clubshy, uma mistura de show com DJ set feito para os clubes. “Eu adoro o Brasil. Estive no Rio para o Réveillon. Adoro a energia”, conta. “São Paulo também foi uma experiência. A Zig foi incrível e foi muito especial estar no Primavera ao lado de tantos amigos que estavam no line-up.” Apesar de ainda não ter planos para retornar ao país, ela revela que está considerando voltar novamente para o Ano Novo e não descarta trazer os shows da nova era para o país.
Shygirl surgiu da cena underground de clubes de Londres, passou pelo universo da música eletrônica experimental e caiu nas graças da música pop, sem perder a estética vanguardista. Queridinha dos insiders da moda, suas músicas já integraram a trilha sonora de desfiles da Mugler, e ela mesma foi um dos rostos de campanhas da Burberry durante a direção criativa de Riccardo Tisci. “Sinto que a moda é um espaço que está sempre tentando ser inovador. E as pessoas que encontro nesse espaço, em geral, acho realmente empolgantes. Além disso, às vezes elas vivem além dos limites da realidade, o que também acho encorajador”, conta. Ela brinca sobre o estereótipo de ser uma “garota da moda”: antes de se tornar cantora, algo que aconteceu por acaso, estudou fotografia e cinema e depois trabalhou em uma agência de modelos.
“Especialmente para alguém como eu, que não tem um tipo físico padrão, a jornada em busca de mais diversidade na moda tem sido longa. Há momentos em que a moda, a arte ou a música me frustram de maneiras diferentes, e isso é normal. Mas sinto que pessoas queer prosperam nessa indústria”, completa.








