A hortelã, uma planta popular na medicina tradicional, é amplamente utilizada em chás para diversos fins, como descongestão de vias aéreas e alívio de dores intestinais. Para uma ação mais concentrada, o óleo essencial de hortelã surge como uma alternativa poderosa, extraído por destilação a vapor das folhas e flores da espécie Mentha x piperita.
Benefícios Comprovados e Aplicações
O óleo essencial de hortelã tem sido objeto de estudos mais robustos que o chá da planta. Ele é reconhecido por suas propriedades antimicrobianas, funções antioxidantes e pela capacidade de aliviar dores estomacais e problemas intestinais. Sprays contendo o óleo, frequentemente combinados com outros extratos, são empregados para mitigar sintomas de garganta, como dor, tosse e rouquidão.
Entre os usos com maior respaldo científico, destaca-se o alívio da síndrome do intestino irritável (SII), atribuído à ação antiespasmódica do mentol, seu principal composto. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inclui o óleo essencial de hortelã em sua lista de fitoterápicos de registro simplificado, reconhecendo suas propriedades expectorantes, antiespasmódicas e carminativas (auxílio na redução de gases intestinais).
Formas de Uso e Administração
Para as indicações com evidências científicas mais sólidas, a administração oral do óleo de hortelã é a mais comum. Contudo, devido à sua alta concentração, a ingestão direta é desaconselhada, pois pode causar desconforto gastrointestinal. A forma mais segura e eficaz é através de cápsulas gastrorresistentes, que protegem o óleo dos ácidos estomacais, liberando-o apenas no intestino delgado.
O óleo de hortelã também é utilizado topicamente para massagens, com a crença popular de que pode aliviar dores de cabeça tensionais ou musculares, embora esta aplicação careça de comprovação científica robusta. A inalação é outra via comum, especialmente para o alívio da congestão nasal.
Precauções e Recomendações Importantes
Apesar de ser comercializado sem prescrição, o óleo essencial de hortelã não é isento de riscos. É fundamental evitar a ingestão do óleo puro. Para uso cutâneo, a Anvisa contraindica a aplicação em menores de 18 anos, devido à escassez de dados que garantam sua segurança nessa faixa etária.
O óleo de hortelã deve ser encarado como um complemento terapêutico para os sintomas, e não como um tratamento principal para a causa subjacente de problemas de saúde. Em caso de persistência dos sintomas após o início do uso, a orientação médica é indispensável.
Fonte: https://saude.abril.com.br









