• Harry e Meghan rebatem orientação de Charles sobre “cidadãos privados”: “Eles são figuras públicas”


      As novas orientações do Rei Charles III sobre o status do Príncipe Harry e Meghan Markle provocaram reação entre pessoas próximas ao casal. De acordo com fontes ouvidas pela revista PEOPLE, a afirmação de que os Sussex possuem uma posição semelhante à de “cidadãos comuns” não corresponderia à realidade, já que os dois continuam sendo figuras públicas de grande projeção internacional.

      Embora Harry e Meghan tenham deixado de exercer funções oficiais na Família Real Britânica e não representem mais o monarca, pessoas próximas ao casal ressaltam que a notoriedade conquistada ao longo dos anos permanece. Para essas fontes, o reconhecimento público também precisa ser considerado quando o assunto envolve privacidade e segurança.

      “Eles são figuras públicas”, disse uma fonte próxima ao casal à revista PEOPLE. “O público sabe quem eles são. A ideia de que eles possam levar uma vida normal e ‘privada’ infelizmente não é realista.”

      O Rei Charles discursa no Congresso; o Príncipe Harry e Meghan Markle estão na Austrália — Foto: GettyImages
      O Rei Charles discursa no Congresso; o Príncipe Harry e Meghan Markle estão na Austrália — Foto: GettyImages

      Os aliados dos Sussex também questionam a própria necessidade da carta emitida pelo Lorde Chamberlain. Segundo eles, caso Harry e Meghan fossem considerados simplesmente cidadãos privados, não haveria necessidade de uma orientação formal do Palácio de Buckingham para esclarecer o status dos dois.

      Em 7 de setembro, o Rei Charles enviou uma carta por meio do Lorde Chamberlain, Lorde Benyon, justamente para esclarecer a posição de Harry e Meghan dentro da estrutura da realeza. O documento foi divulgado em meio ao retorno recente do casal ao Reino Unido.

      Na correspondência, Charles destacou que Harry e Meghan “não são mais membros ativos da Família Real”. O texto também afirmou que a posição dos dois, incluindo a “liberdade pessoal que isso lhes confere em relação à independência financeira e à proteção de sua privacidade, conforme desejarem”, continuaria sendo respeitada.

      “Resumindo, a posição deles é semelhante à de cidadãos comuns com interesses comerciais e filantrópicos”, continuava a carta.

      Príncipe Harry, Rei Charles e Meghan Markle em 19 de maio de 2018 — Foto: GettyImages
      Príncipe Harry, Rei Charles e Meghan Markle em 19 de maio de 2018 — Foto: GettyImages

      A declaração ganhou ainda mais importância diante das antigas preocupações de Harry relacionadas à segurança de sua família no Reino Unido. O Duque de Sussex já afirmou diversas vezes que a exposição pública dos familiares pode representar riscos, mesmo depois de sua saída das funções oficiais da monarquia.

      A questão da proteção também se tornou motivo de uma disputa judicial envolvendo o príncipe, que busca garantir medidas de segurança adequadas para ele e sua família durante as visitas ao país.

      A própria carta assinada em nome do Rei Charles diferencia o status dos Sussex das questões relacionadas à proteção. O documento determina que “questões de segurança operacional” continuem sendo tratadas diretamente com as autoridades policiais responsáveis.

      Pessoas próximas a Harry e Meghan defendem que classificar os dois como figuras públicas não significa questionar o fato de que eles deixaram de ser membros ativos da realeza. Na avaliação dessas fontes, trata-se apenas de reconhecer a realidade: ambos continuam sendo conhecidos mundialmente e têm pouca possibilidade de circular de maneira completamente anônima.

      A carta também reforçou que Harry e Meghan não devem utilizar os títulos de Sua Alteza Real, conhecidos pela sigla SAR. Além disso, o documento orientou que eventuais dúvidas de organizações oficiais ou estatais sobre as cortesias concedidas ao casal, principalmente quando houver utilização de recursos públicos, sejam encaminhadas ao Palácio de Buckingham.

      Meghan Markle e o Príncipe Harry saem da Catedral de São Paulo após uma missa de ação de graças pelo reinado da Rainha Elizabeth, em 3 de junho de 2022, parte das festividades do Jubileu de Platina da Rainha — Foto: GettyImages
      Meghan Markle e o Príncipe Harry saem da Catedral de São Paulo após uma missa de ação de graças pelo reinado da Rainha Elizabeth, em 3 de junho de 2022, parte das festividades do Jubileu de Platina da Rainha — Foto: GettyImages

      Fontes ligadas ao Palácio afirmaram que a correspondência não representa uma mudança nas regras envolvendo Harry e Meghan. Segundo elas, trata-se apenas de uma reafirmação dos termos definidos durante a chamada “Cúpula de Sandringham”, realizada em janeiro de 2020, quando foi formalizada a saída dos Sussex das funções oficiais da monarquia.

      Segundo informações obtidas pela PEOPLE, Harry e Meghan só teriam recebido informações sobre a carta aproximadamente uma hora antes de o documento ser divulgado publicamente.

      Um porta-voz do casal afirmou que eles ficaram ” um pouco surpresos por não terem sido informados disso com antecedência”.

      Apesar de relatos recentes apontarem para um possível distanciamento entre Harry e o Rei Charles, a PEOPLE informou que pai e filho conversaram por telefone desde o retorno do Duque de Sussex ao Reino Unido, no mês passado.

      Os dois, porém, não teriam se encontrado pessoalmente desde que Harry, Meghan e os filhos retornaram à Grã-Bretanha.

      A repercussão da carta ganhou um novo capítulo apenas um dia depois de sua divulgação. Uganda anunciou a desistência de participação nos Jogos Invictus, competição criada por Harry para militares e veteranos feridos ou lesionados.

      O general Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente ugandense Yoweri Museveni e chefe das forças armadas do país, afirmou que Uganda não participaria de “nada que não tenha a aprovação de Sua Majestade”. Uma pessoa próxima ao Príncipe Harry declarou à PEOPLE que a decisão de Uganda estaria diretamente relacionada à orientação divulgada pelo Lorde Chamberlain.

      Meghan Markle e Príncipe Harry visitam hospital infantil na Austrália — Foto: Getty Images
      Meghan Markle e Príncipe Harry visitam hospital infantil na Austrália — Foto: Getty Images

      “Eles deixaram bem claro que o motivo da desistência foi resultado direto da orientação que receberam do Lorde Chamberlain. Essa foi uma consequência, intencional ou não, da carta – e isso sempre poderia acontecer. Daí o desejo de não divulgar o anúncio às pressas.”

      Em meio à repercussão, a PEOPLE informou que o Rei Charles apoia organizações e projetos voltados ao auxílio de militares feridos. Uganda havia ingressado recentemente na comunidade dos Jogos Invictus. O país se tornou o 26º e mais novo membro da iniciativa em julho de 2026, com o objetivo de ampliar as oportunidades de recuperação por meio do esporte para militares feridos e lesionados.

      Para uma fonte próxima ao Duque de Sussex, a consequência da decisão acaba recaindo principalmente sobre os participantes que esperavam representar o país na competição.

      “Os únicos prejudicados são os competidores de Uganda que participariam dos Jogos Invictus do ano que vem.”

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