As novas orientações do Rei Charles III sobre o status do Príncipe Harry e Meghan Markle provocaram reação entre pessoas próximas ao casal. De acordo com fontes ouvidas pela revista PEOPLE, a afirmação de que os Sussex possuem uma posição semelhante à de “cidadãos comuns” não corresponderia à realidade, já que os dois continuam sendo figuras públicas de grande projeção internacional.
Embora Harry e Meghan tenham deixado de exercer funções oficiais na Família Real Britânica e não representem mais o monarca, pessoas próximas ao casal ressaltam que a notoriedade conquistada ao longo dos anos permanece. Para essas fontes, o reconhecimento público também precisa ser considerado quando o assunto envolve privacidade e segurança.
“Eles são figuras públicas”, disse uma fonte próxima ao casal à revista PEOPLE. “O público sabe quem eles são. A ideia de que eles possam levar uma vida normal e ‘privada’ infelizmente não é realista.”
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Os aliados dos Sussex também questionam a própria necessidade da carta emitida pelo Lorde Chamberlain. Segundo eles, caso Harry e Meghan fossem considerados simplesmente cidadãos privados, não haveria necessidade de uma orientação formal do Palácio de Buckingham para esclarecer o status dos dois.
Em 7 de setembro, o Rei Charles enviou uma carta por meio do Lorde Chamberlain, Lorde Benyon, justamente para esclarecer a posição de Harry e Meghan dentro da estrutura da realeza. O documento foi divulgado em meio ao retorno recente do casal ao Reino Unido.
Na correspondência, Charles destacou que Harry e Meghan “não são mais membros ativos da Família Real”. O texto também afirmou que a posição dos dois, incluindo a “liberdade pessoal que isso lhes confere em relação à independência financeira e à proteção de sua privacidade, conforme desejarem”, continuaria sendo respeitada.
“Resumindo, a posição deles é semelhante à de cidadãos comuns com interesses comerciais e filantrópicos”, continuava a carta.
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A declaração ganhou ainda mais importância diante das antigas preocupações de Harry relacionadas à segurança de sua família no Reino Unido. O Duque de Sussex já afirmou diversas vezes que a exposição pública dos familiares pode representar riscos, mesmo depois de sua saída das funções oficiais da monarquia.
A questão da proteção também se tornou motivo de uma disputa judicial envolvendo o príncipe, que busca garantir medidas de segurança adequadas para ele e sua família durante as visitas ao país.
A própria carta assinada em nome do Rei Charles diferencia o status dos Sussex das questões relacionadas à proteção. O documento determina que “questões de segurança operacional” continuem sendo tratadas diretamente com as autoridades policiais responsáveis.
Pessoas próximas a Harry e Meghan defendem que classificar os dois como figuras públicas não significa questionar o fato de que eles deixaram de ser membros ativos da realeza. Na avaliação dessas fontes, trata-se apenas de reconhecer a realidade: ambos continuam sendo conhecidos mundialmente e têm pouca possibilidade de circular de maneira completamente anônima.
A carta também reforçou que Harry e Meghan não devem utilizar os títulos de Sua Alteza Real, conhecidos pela sigla SAR. Além disso, o documento orientou que eventuais dúvidas de organizações oficiais ou estatais sobre as cortesias concedidas ao casal, principalmente quando houver utilização de recursos públicos, sejam encaminhadas ao Palácio de Buckingham.
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Fontes ligadas ao Palácio afirmaram que a correspondência não representa uma mudança nas regras envolvendo Harry e Meghan. Segundo elas, trata-se apenas de uma reafirmação dos termos definidos durante a chamada “Cúpula de Sandringham”, realizada em janeiro de 2020, quando foi formalizada a saída dos Sussex das funções oficiais da monarquia.
Segundo informações obtidas pela PEOPLE, Harry e Meghan só teriam recebido informações sobre a carta aproximadamente uma hora antes de o documento ser divulgado publicamente.
Um porta-voz do casal afirmou que eles ficaram ” um pouco surpresos por não terem sido informados disso com antecedência”.
Apesar de relatos recentes apontarem para um possível distanciamento entre Harry e o Rei Charles, a PEOPLE informou que pai e filho conversaram por telefone desde o retorno do Duque de Sussex ao Reino Unido, no mês passado.
Os dois, porém, não teriam se encontrado pessoalmente desde que Harry, Meghan e os filhos retornaram à Grã-Bretanha.
A repercussão da carta ganhou um novo capítulo apenas um dia depois de sua divulgação. Uganda anunciou a desistência de participação nos Jogos Invictus, competição criada por Harry para militares e veteranos feridos ou lesionados.
O general Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente ugandense Yoweri Museveni e chefe das forças armadas do país, afirmou que Uganda não participaria de “nada que não tenha a aprovação de Sua Majestade”. Uma pessoa próxima ao Príncipe Harry declarou à PEOPLE que a decisão de Uganda estaria diretamente relacionada à orientação divulgada pelo Lorde Chamberlain.
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“Eles deixaram bem claro que o motivo da desistência foi resultado direto da orientação que receberam do Lorde Chamberlain. Essa foi uma consequência, intencional ou não, da carta – e isso sempre poderia acontecer. Daí o desejo de não divulgar o anúncio às pressas.”
Em meio à repercussão, a PEOPLE informou que o Rei Charles apoia organizações e projetos voltados ao auxílio de militares feridos. Uganda havia ingressado recentemente na comunidade dos Jogos Invictus. O país se tornou o 26º e mais novo membro da iniciativa em julho de 2026, com o objetivo de ampliar as oportunidades de recuperação por meio do esporte para militares feridos e lesionados.
Para uma fonte próxima ao Duque de Sussex, a consequência da decisão acaba recaindo principalmente sobre os participantes que esperavam representar o país na competição.
“Os únicos prejudicados são os competidores de Uganda que participariam dos Jogos Invictus do ano que vem.”
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